As autoridades chinesas estabeleceram novas exigências para influenciadores que compartilham conteúdos técnicos em áreas como direito, saúde, educação e finanças. Pela norma, eles deverão apresentar certificações ou diplomas que comprovem capacidade para debater esses assuntos, sob risco de serem barrados pelas plataformas.
De acordo com diretrizes publicadas pelo órgão nacional de rádio e televisão e pelo Ministério da Cultura e Turismo, criadores de conteúdo que atuarem nessas áreas terão que atender a requisitos formais para participação digital. As regras não detalham quais certificados serão aceitos, mas já marcam uma virada na regulação das redes na China.
Além da exigência de qualificação, as novas normas proíbem que influenciadores ostentem estilo de vida extravagante em transmissões ao vivo, mostrando carros de luxo, bolsas ou eletrônicos caros. Eles também deverão ser fiscalizados pelas plataformas, que irão verificar credenciais e manter registros das certificações.
A motivação declarada das autoridades é conter a disseminação de informações falsas ou enganosas, especialmente em temas sensíveis como medicina e finanças, onde o impacto sobre o público pode ser substancial. Segundo reportagem recente, a China endureceu regras específicas para criadores de conteúdo sobre saúde já em 2025.
Especialistas veem a medida como parte de um controle mais amplo das plataformas e do conteúdo digital no país. As novas diretrizes reforçam que o discurso online, sobretudo em áreas estratégicas, será submetido a critérios de verificação mais rígidos. Agências reguladoras também propuseram que instituições que gerenciam redes de múltiplos canais (MCNs) se submetam a registros específicos e sejam responsabilizadas por conteúdos veiculados por influenciadores.
Ainda há incertezas sobre a aplicação da norma: não está claro como será a fiscalização, quais certificados serão aceitos e como lidarão com casos em que o conteúdo se aproxime da zona cinzenta entre opinião pessoal e aconselhamento técnico.
A imagem que ilustra esta matéria mostra uma montagem com símbolos da China e influenciadores digitais — enfatizando a convergência entre o poder estatal e o controle sobre conteúdos online.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








