O presidente russo, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping, firmaram nesta terça-feira (02/09) um acordo histórico para a construção do gasoduto Força da Sibéria 2, projeto que deve ampliar em 50 bilhões de metros cúbicos anuais o fornecimento de gás russo à China. O pacto, aguardado há anos, fortalece a parceria energética e estratégica entre os dois países, em um momento de crescente isolamento de Moscou no cenário internacional.
Durante o encontro em Pequim, Putin afirmou que a diplomacia sino-russa atingiu um nível “sem precedentes”, destacando Xi como um “velho amigo” e elogiando a disposição chinesa em ampliar a cooperação. Segundo a estatal russa Gazprom, foi assinado um memorando juridicamente vinculativo, embora os preços ainda não tenham sido definidos.
A parceria reforça a busca russa por novos mercados diante do plano da União Europeia de eliminar gradualmente a importação de combustíveis fósseis da Rússia até 2027. Para a China, maior consumidora de energia do mundo, o acordo amplia as alternativas para reduzir a dependência do gás natural liquefeito (GNL) norte-americano.
Além do pacto energético, ao menos 20 acordos de cooperação em diversas áreas foram assinados. Xi declarou que as relações bilaterais “resistiram ao teste das mudanças internacionais” e defendeu a construção de uma governança global mais equilibrada.
A visita de Putin também antecede a maior parada militar da história da China, em comemoração aos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. O evento contará com a presença de líderes como Kim Jong-un, da Coreia do Norte, e Masoud Pezeshkian, do Irã, reforçando a formação de um “eixo anti-Ocidente”, segundo analistas.
Da Agência Fonte Exclusiva.








