O Chile ocupa a primeira posição entre os países da América Latina no ranking de passaportes mais poderosos de 2026, de acordo com o Índice Global de Passaportes divulgado pela consultoria Global Citizen Solutions.
O estudo, publicado em 30 de junho, considera não apenas a liberdade de entrada em outros países, mas também fatores ligados ao ambiente econômico e à qualidade de vida.
A pesquisa avalia 197 países com base em 14 indicadores, organizados em três pilares principais: mobilidade internacional, que concentra o maior peso da pontuação; potencial de investimentos, que analisa aspectos como competitividade econômica, inovação e ambiente tributário; e qualidade de vida, que envolve critérios como segurança, saúde, educação e bem-estar.
No recorte latino-americano, o Chile aparece na liderança regional com 83,07 pontos, ocupando a 46ª colocação no ranking mundial. O passaporte chileno garante entrada sem visto em 105 países, incluindo destinos como Estados Unidos, Alemanha, França, China e Japão.
O Brasil surge logo em seguida, na segunda posição da América Latina e na 49ª colocação global, com 82,4 pontos. Apesar de permitir entrada sem visto em 108 países, número superior ao do Chile, o país perde posições em outros critérios avaliados pelo levantamento, especialmente no indicador de reciprocidade diplomática, impactado pela exigência de visto para entrada de norte-americanos.
Argentina e Uruguai completam o grupo dos melhores posicionados da região, ocupando as posições 52ª e 53ª do ranking mundial. O passaporte argentino garante acesso a 102 países sem visto, enquanto o uruguaio permite entrada em 97 destinos, ambos com desempenho considerado consistente em mobilidade internacional.
O estudo aponta ainda que, apesar do bom desempenho em liberdade de viagem, Brasil e Argentina apresentam limitações em indicadores econômicos, como renda, ambiente de negócios e competitividade, o que impede posições mais elevadas no ranking geral.
Outros países da América Latina aparecem em posições intermediárias. Costa Rica ocupa o 57º lugar, seguida por México (61º) e Panamá (64º). Já Peru e Paraguai aparecem empatados na 67ª posição, com desempenho moderado em mobilidade e desenvolvimento econômico.
Na parte inferior da classificação regional estão Colômbia, El Salvador, Guatemala e Honduras, que figuram entre as posições 79 e 89 no ranking global. Segundo o levantamento, esses países enfrentam maiores restrições de viagem e dependem com mais frequência da obtenção de visto para entrada em destinos desenvolvidos.
O índice da Global Citizen Solutions busca oferecer uma avaliação mais ampla do “valor” dos passaportes, combinando liberdade de circulação internacional com indicadores econômicos e sociais dos países analisados.
*Da Agência Fonte Exclusiva








