Ainda sem solução, o mistério do sumiço do voo MH370 é uma das mais doloridas memórias da Ásia moderna, e evoca muita dor para todos os parentes dos passageiros e tripulação do avião da Malaysia Airlines, que nunca tiveram a oportunidade de saber do paradeiro de seus familiares.
Entretanto, uma luz no fim do túnel pode representar outra tentativa para encontrar um desfecho a essa triste história: após o lançamento do documentário ‘Voo 370 – O Avião que Desapareceu’, novas provas encontradas dão chance às autoridades retomarem as investigações do caso.
Em 8 de março de 2014, o voo da Malaysia Airlines, MH370, que saiu de Kuala Lumpur, na Malásia, com destino à cidade de Pequim, na China, acabou se perdendo durante o trajeto que duraria cerca de 6 horas. Dentro da aeronave estavam 227 passageiros e 12 membros da tripulação, que se comunicaram pela última vez com o radar 38 minutos depois da decolagem, durante a passagem pelo Mar do Sul da China.
Depois disso, nunca mais se ouviram notícias de quaisquer indivíduos que estivessem a bordo.
A aeronave por si só nunca foi encontrada; os passageiros e a tripulação muito menos. O que há de evidências físicas do caso são alguns poucos resquícios do avião, como uma parte da asa (flaperon), que surgiu cerca de 18 meses após o misterioso sumiço.
Foram muitas as tentativas de tentar entender o que aconteceu naquele fatídico dia. Teorias dos mais diferentes tipos surgiram por todos os lados para tentar explicar como uma aeronave daquele porte simplesmente sumiu sem deixar vestígios. Respostas incompletas que misturam o sobrenatural com teorias da conspiração foram várias durante o passar desses dez anos.
Apenas após o lançamento do documentário de dois episódios, ‘Voo 370 – O Avião que Desapareceu’ e de um estudo realizado por cientistas britânicos, entretanto, que a chance de um verdadeiro e digno fechamento fica cada vez mais próxima.
O governo da Malásia revelou no último dia 3 que voltará às investigações do caso com a ajuda de uma empresa de tecnologia americana, a Ocean Infinity e que, agora, o cerne das procuras será o sul do Oceano Índico.
O Ministro do Transporte do país, Anthony Loke, afirmou que a empresa privada fez um negócio do tipo ‘sem novidades, sem pagamento’ (isto é, caso não se encontrem novas respostas, o trabalho da empresa não precisará ser pago).
As novas buscas se iniciarão a partir da investigação de uma nova evidência científica, que não foi explicitada pelas autoridades. É possível especular que tenha a ver com os estudos de Richard Godfrey, Dr. Hannes Coetzee e Professor Simon Maskell, que conseguiriam refazer os últimos passos do voo MH370 através de uma tecnologia inovadora de rádio amador chamada Weak Signal Propagation Reporter (WSPR).
Caso os novos resultados encontrados pela empresa americana sejam de bom uso para as investigações, um novo contrato entre o governo e a Ocean Infinity poderá ser realizado. Sobre o assunto, o próprio Loke deixou claro: “Estamos focados nas buscas. As buscas devem continuar”.
As informações são da Monet.








