O governo do Iraque considerou os ataques dos EUA na área fronteiriça do país com a Síria nesta segunda-feira (28), como uma “violação flagrante” de sua soberania.
As forças de ocupação norte-americana bombardearam uma área de Al-Bukamal, em Dei Ezzor (no leste da Síria), matando uma criança e deixando três civis feridos.
De acordo com fontes iraquianas citadas pela HispanTV, quatro combatentes das Unidades de Mobilização Popular do Iraque (Al Hashad Al-Shabi, em árabe) também morreram no ataque.
Por meio de uma postagem em sua página no Twitter, o Ministério das Relações Exteriores do Iraque destacou nesta segunda-feira que Bagdá “não permitirá de forma alguma que o território do país participe de qualquer conflito ou confronto para acerto de contas”.
O Ministério também enfatizou que os bombardeios representam uma agressão e uma violação da soberania nacional do Iraque, “violando as normas e convenções internacionais”.
Na mesma postagem, o Ministério afirma que está investigando o incidente para evitar qualquer escalada que possa prejudicar a segurança e estabilidade do país.
O atentado perpetrado pela força de ocupação norte-americana também foi condenado pelo Ministério da Defesa do Iraque, por meio de uma declaração do seu porta-voz Yahya Rasul. Ele destacou o incidente como “uma violação flagrante e inaceitável da soberania e segurança nacional do Iraque”.
OUTRO LADO
O Departamento de Defesa dos EUA assumiu a responsabilidade pelo ataque perpetrado por meio de sua força aérea e afirmou, sem apresentar evidências, que os alvos seriam as Unidades de Mobilização Popular, por “planejarem ataques aos funcionários e instalações norte-americanas no Iraque”.
O comando das Unidades Populares condenaram o atentado dizendo que se reservam ao direito de responder aos ataques das “tropas de ocupação dos EUA”.
A Unidade de Mobilização Popular do Iraque é uma instituição militar que desempenhou um papel crucial no combate a presença de terroristas do Estado Islâmico no país e continua lutando ao lado das Forças Armadas da Síria contra remanescentes desta organização criminosa.
Especialistas em segurança e relatórios de inteligência apontam que os bombardeios dos EUA contra instalações das forças populares, especialmente na fronteira da Síria e Iraque, é parte de um plano secreto dos EUA para instabilizar a região por meio do fortalecimento do Estado Islâmico.
A instabilidade regional motivada pela presença de terroristas, reforça a narrativa do governo norte-americano para justificar diante da opinião pública internacional sua presença como força de ocupação nos dois territórios.
Os EUA ocupam campos de petróleo na Síria, sem autorização do país, e há registros de roubo de petróleo e trigo do país. No Iraque, os EUA também já foram instados pelo governo a deixar o país.








