Em artigo publicado esta semana, a revista norte-americana Foreign Policy destaca que a Arábia Saudita não tem pressa de atender os pedidos dos governos dos EUA e do Reino Unido para acelerar a produção de petróleo, visando aumentar a oferta do produto no mercado internacional.
A medida poderia provocar uma queda nos preços que estão pressionados desde que as sanções aplicadas pelo governo norte-americano excluiu a Rússia como fornecedor no mercado internacional, com forte impacto sobre os custos da energia, sobretudo, no mercado europeu e no mercado interno dos EUA.
O artigo destaca uma aproximação do reino saudita com o presidente Vladimir Putin e ao mesmo tempo uma vingança do governante de fato do país, o príncipe Mohammad bin Salman (MBS) contra o que seria insultos e uma atitude hostil da Casa Branca.
As recentes manifestações do governo norte-americano sobre afronta aos direitos humanos por parte da monarquia saudita geram insatisfações e desconfortos em Riad. Um dos episódios foi o presidente dos EUA, Joe Biden, ter publicado uma reportagem sobre o envolvimento de Bin Salman no assassinato do jornalista dissidente Jamal Khashoggi, dentro do consulado saudita em Istambul, na Turquia.
“O príncipe herdeiro saudita apostou em Putin. Ele não apenas acredita, mas também espera que os republicanos ganhem as eleições de meio de mandato e que Biden se torne um pato manco. Em 2025, Mohammad bin Salman certamente pensa que Biden e os democratas perderão o poder e Putin continuará sendo o presidente da Rússia”, diz o texto assinado pela colunista Archal Vohra, citando a professora da Universidade de Georgetown, Trita Parsi.
A monarquia também acredita que a Casa Branca está ignorando as preocupações sobre a possível retomada do acordo nuclear com o Irã, além do que considera omissão do aliado Biden contras Forças Armadas do Iêmen, país que está sob ataques de uma coalizão da Arábia Saudita e Reino Unido Saudita nos últimos 7 anos.
O Iêmen vivencia uma das maiores crises humanitárias do mundo em decorrência desta guerra patrocinada pelos EUA, contudo, a reação do país iemenita com apoio do Movimento Popular Ansarola está provocando pesadas baixas na coalisão agressora, com ataques à estrutura petrolífera.
Continue acompanhando as reportagens do Portal VIU!, a melhor mídia independente, que cobre notícias do Brasil, das cidades, do Estado do Rio de Janeiro e do Mundo.








