Com derretimento das geleiras, países devem intensificar disputas por recursos naturais na região do Ártico, desencadeando a guerra fria 3.0; Leia mais:
O derretimento de geleiras no extremo norte do planeta, em decorrência do aquecimento global, está facilitando o surgimento de novas rotas comerciais e o acesso dos países a ricos campos de petróleo e gás, informa reportagem do The Independent, que alerta para o risco de novos conflitos entre nações.
“Se as economias globais são impactadas negativamente pelo aquecimento global, por outro lado a mudança climática, ao menos, reflete em um aspecto atraente para os negócios: novos caminhos marítimos se abrem para a navegação com o derretimento do gelo polar”, diz a reportagem.
O acesso a regiões inóspitas como as do Ártico torna possível a ampliação do comércio e aproxima os mercados da China, da Rússia e da Europa.
Porém, a edição adverte que as mudanças climáticas podem provocar conflitos internacionais, especialmente devido à expansão da atividade naval russa na região do Ártico.
“A viagem marítima da China e da Rússia para a Europa pode ser reduzida em um terço se os navios navegarem pelo Ártico e não pelas rotas tradicionais, o que faz com que as partes interessadas se preparem para defender direitos de usar essa rota”.
Como consequência, as atividades militares tendem a aumentar ainda mais na região ártica, segundo o general Jeff Mac Mootry, comandante do Corpo de Fuzileiros Navais da Holanda. “Trata-se de uma Guerra Fria 3.0 que é muito mais complexa do que a anterior”, acrescenta.
O aumento da presença militar não se restringe apenas ao possível surgimento de novas rotas comerciais, mas também aos imensos depósitos de recursos naturais debaixo das calotas de gelo, enfatiza a edição.
Conforme o jornal, as principais economias do mundo estão se esforçando para capitalizar esse efeito colateral comercialmente atrativo do aquecimento global.
*Sputnik News








