O governo da Alemanha descartou a possibilidade de integrar uma missão internacional para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, proposta pelos Estados Unidos.
A posição foi anunciada neste domingo (15) pelo ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, durante entrevista à emissora ARD.
Questionado sobre a possibilidade de Berlim enviar navios de guerra para a região, o chanceler afirmou que o país não pretende participar de qualquer ação militar relacionada ao conflito.
Segundo ele, a postura do governo federal é clara ao evitar envolvimento direto em operações militares na área. “Vamos participar ativamente deste conflito? Não. O governo federal tem uma posição muito definida sobre isso e não fará parte desse confronto”, declarou.
A proposta de missão internacional foi apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de proteger as rotas marítimas estratégicas no Estreito de Ormuz, uma das principais passagens utilizadas para o transporte global de petróleo.
Para o ministro alemão, a segurança da navegação na região — que inclui também o Mar Vermelho — não deve ser garantida apenas por presença militar, mas por meio de soluções diplomáticas. Wadephul defendeu que a estabilidade no local depende de um acordo político entre os países envolvidos.
De acordo com o chanceler, um entendimento negociado é a única forma de alcançar uma paz duradoura na área.
Ele acrescentou que, caso haja abertura para negociações internacionais, a Alemanha estará disposta a colaborar com esforços diplomáticos para resolver a crise.
*Da Agência Fonte Exclusiva








