Autoridades alemãs estruturaram um plano estratégico confidencial que define como o país reagiria caso um conflito armado entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a Rússia se concretize.
As informações foram divulgadas pelo site Politico, em meio a críticas do governo russo, que considera exageradas as especulações sobre uma ofensiva contra a Europa.
O documento, denominado Plano Operativo para a Alemanha (OPLAN), estabelece cinco etapas de atuação, que vão desde o monitoramento antecipado de ameaças e ações de dissuasão até a defesa territorial, o apoio à proteção coletiva da OTAN e a reconstrução do país após um eventual conflito.
Segundo a reportagem, a Alemanha se encontra atualmente na fase inicial do plano, dedicada à consolidação de um diagnóstico comum de riscos, ao alinhamento entre diferentes órgãos governamentais e ao fortalecimento da capacidade logística e das medidas de proteção civil e militar.
O OPLAN também define o papel estratégico do território alemão como um eixo fundamental para o deslocamento de tropas e equipamentos da OTAN.
Nesse cenário, as forças de segurança do país seriam responsáveis pela proteção de infraestruturas críticas, pela segurança dos transportes militares e pela manutenção do funcionamento das instituições do Estado, enquanto unidades de combate seriam direcionadas a outras regiões consideradas prioritárias.
Outro ponto central do documento é a integração das estruturas civis ao esforço de defesa. Redes de transporte, sistemas de energia, serviços de saúde e empresas privadas contratadas são considerados elementos essenciais para a capacidade de resposta militar.
O plano alerta ainda que, em caso de guerra, a Alemanha poderia se tornar alvo preferencial de ataques convencionais com armamentos de longo alcance.
Apesar do cenário descrito no planejamento alemão, o governo russo tem reiterado que não possui intenção de atacar países europeus. Em declarações recentes, o presidente Vladimir Putin afirmou que a narrativa sobre uma ameaça russa à Europa é infundada e utilizada para alimentar o medo.
Segundo ele, mesmo em contextos de tensão, Moscou sempre buscou soluções diplomáticas enquanto houve possibilidade de negociação.
*Da Agência Fonte Exclusiva








