Morreu nesta terça-feira (02), em Recife, a veterinária Priscyla Andrade, de 31 anos, que estava internada com suspeita de Síndrome de Haff, a “doença da urina preta”.
Ela estava em um hospital da capital pernambucana e o falecimento foi confirmado por Betânia Andrade, mãe da veterinária, por meio de uma publicação nas redes sociais.
“Priscyla, o céu hoje estará te recebendo com muita luz na casa do pai. E aqui jamais esqueceremos da sua humildade, caráter, da sua eficiência como profissional. Meiga, linda, alegre, sorridente e cheia de luz. Seu sorriso vai ficar na minha memória eternamente”, escreveu a mãe.
ENTENDA O CASO
A veterinária estava internada no Real Hospital Português desde o dia 18 de fevereiro, quando passou mal, após comer um peixe chamado Arabaiana e ser diagnosticada com a Síndrome de Haff, uma doença pouco conhecida pelos médicos.
Os principais sintomas são dor e rigidez muscular, falta de ar, dormência e urina preta.
A irmã de Priscyla, Flávia, também passou mal e chegou a ser internada, mas se recuperou e já recebeu alta.
Segundo relato feito por Betânia, a família foi almoçar na casa de Flávia no dia 17 de fevereiro, quando comeram o peixe Arabaiana. Após 5h, Priscyla ligou para a mãe e disse estar se sentindo estranha. Começou a sentir dores fortíssimas nos músculos e caiu no chão, com o corpo duro.
Betânia ligou para a irmã Flávia e elas levaram a veterinária ao hospital Boa Viagem. A mãe da veterinária narrou a chegada da veterinária ao hospital:
“A médica de plantão disse que ela estava tendo uma crise de ansiedade e passou Diazepam. E ela só piorava e a musculatura endurecia mais e mais. [Ela] gritava: ‘O que houve comigo, socorro’, e ninguém sabia, e nisso levou uns 40 minutos para conseguirmos tirar ela de uma cadeira de rodas e colocar no carro. Chamamos a ambulância, porém sabendo que estava se agravando e a mesma demorando, conseguimos colocar ela aos gritos no carro e seguimos ao hospital”, contou Betânia.
Priscyla ficou alguns dias internada, teve o fígado e os rins comprometidos. Durante o período mais crítico da internação não conseguia mover o corpo.








