O Ministério da Saúde determinou que todos os casos suspeitos de intoxicação por metanol sejam notificados de forma imediata, sem necessidade de confirmação laboratorial. A medida, anunciada nesta terça-feira (30) pelo ministro Alexandre Padilha, ocorre após o aumento expressivo de registros no estado de São Paulo, onde já foram confirmados dez casos desde setembro, incluindo três mortes.
Segundo Padilha, a notificação deve ser feita diretamente ao Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) de cada estado. “Não é preciso esperar o diagnóstico fechado. Qualquer paciente que relate consumo de bebida alcoólica de origem duvidosa e apresente sintomas já deve ser considerado suspeito”, explicou.
Entre os sinais mais frequentes da intoxicação estão visão turva ou perda de visão, náuseas, vômitos, dor abdominal e sudorese intensa. O metanol, quando ingerido, é metabolizado em substâncias altamente tóxicas, podendo causar cegueira e até a morte.
De acordo com a série histórica do Ministério da Saúde, o Brasil registra em média 20 casos de intoxicação por ano. Apenas em agosto e setembro de 2025, porém, já foram contabilizados cerca de 20 ocorrências suspeitas, um número equivalente ao esperado para 12 meses.
O Ministério da Justiça, por meio do ministro Ricardo Lewandowski, confirmou a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar a fabricação e a comercialização de bebidas adulteradas. Padilha destacou que a situação exige ação coordenada em todo o país. “Estamos diante de um cenário anormal e precisamos ampliar a vigilância em todos os estados”, afirmou.
As autoridades reforçam que qualquer pessoa com sintomas após o consumo de bebidas suspeitas deve procurar imediatamente atendimento médico e contatar serviços especializados, como o Disque-Intoxicação da Anvisa (0800 722 6001) ou o Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (0800-771-3733).
*Da Agência Fonte Exclusiva.








