Uma criança de 11 anos foi vítima de um incidente com tubarão na tarde deste domingo (31), na Praia de Piedade, localizada em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.
O caso mobilizou equipes de resgate e reacendeu o alerta sobre os riscos em áreas costeiras que possuem histórico de ocorrências semelhantes.
Segundo informações divulgadas pela imprensa local, o menino, identificado como João Lucas Nemézio, estava na praia quando sofreu mordidas que atingiram o quadril e a mão esquerda. O acidente aconteceu por volta das 13h40, levando banhistas a acionarem imediatamente o Corpo de Bombeiros.
A vítima recebeu os primeiros atendimentos ainda na faixa de areia e foi encaminhada inicialmente ao Hospital da Aeronáutica, localizado no próprio bairro.
Em seguida, devido à necessidade de cuidados especializados, foi transferida para o Hospital da Restauração, no centro do Recife, com apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
De acordo com a unidade hospitalar, o garoto chegou consciente e com quadro estável, sendo levado diretamente ao centro cirúrgico para avaliação e tratamento das lesões. Até a divulgação das últimas informações, não havia atualização oficial sobre seu estado de saúde após o procedimento.
O Corpo de Bombeiros informou que o trecho da Praia de Piedade onde ocorreu o incidente integra uma área considerada de risco para ataques de tubarão. A classificação faz parte de um decreto estadual em vigor desde 1999. Conforme a corporação, o local possui placas de sinalização alertando moradores e turistas sobre o perigo.
A Praia de Piedade é uma das áreas do litoral pernambucano com maior registro de ocorrências envolvendo tubarões. Este foi o terceiro incidente registrado no estado em 2026.
Levantamentos apontam que Pernambuco contabiliza mais de oito dezenas de ocorrências desse tipo desde o início dos registros modernos na década de 1990.
Especialistas destacam que o litoral da região exige atenção redobrada dos banhistas, principalmente em trechos identificados pelas autoridades como áreas de risco. As recomendações incluem respeitar a sinalização, evitar entrar no mar em locais restritos e seguir as orientações dos órgãos de segurança e salvamento.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades de saúde e segurança pública.
*Da Agência Fonte Exclusiva








