A forte onda de chuvas que atingiu a Zona da Mata mineira provocou destruição, mortes e mobilizou autoridades da região. Desde segunda-feira (23/2), 59 pessoas perderam a vida — 53 em Juiz de Fora e seis em Ubá — e dezenas seguem desaparecidas, enquanto milhares ficaram desalojadas.
Nesta quinta-feira (26/2), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) visitou as cidades mais afetadas, incluindo Ubá e Juiz de Fora, gerando repercussão nas redes sociais.
Em Ubá, moradores criticaram o parlamentar por bloquear uma rua alagada enquanto gravava vídeos, prejudicando o trabalho de máquinas e equipes de limpeza. Um morador reclamou: “Máquina querendo trabalhar, uma máquina impossibilitada de trabalhar… Tá aqui fazendo vídeo, atrapalhando o serviço.”
Deputado Nikolas Ferreira bloqueia rua alagada em Ubá para gravar vídeo e é criticado por moradores. A população reclama que a ação atrapalhou o trabalho de socorro após as fortes chuvas. 🌧️🚧#NikolasFerreira #Ubá #ChuvasMG #ZonaDaMata #MídiaNasRedes #Polêmica #Brasil pic.twitter.com/etpxD20jUL
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Em Juiz de Fora, o deputado conversou com moradores, bombeiros e equipes de resgate, ao mesmo tempo em que publicou conteúdo nas redes sociais e criticou a atuação da prefeitura.
Nikolas afirmou que visitava a região para ouvir demandas emergenciais e solicitou apoio direto do presidente, incluindo envio do Exército, da Força Nacional e reforço de maquinário pesado para auxiliar na limpeza, desobstrução de vias e atendimento às famílias afetadas.
Impacto da tragédia
As chuvas provocaram destruição generalizada e demandaram intensa operação de resgate. Até quinta-feira, equipes receberam 82 chamadas de emergência e realizaram 239 salvamentos.
Em Juiz de Fora, 253 pessoas foram acolhidas em abrigos temporários, enquanto 3.500 ficaram desalojadas na cidade. Em Ubá, 1.200 pessoas precisaram deixar suas casas, e 810 foram desalojadas em Matias Barbosa.
O Instituto Médico-Legal (IML) identificou 51 corpos em Juiz de Fora, sendo 50 liberados para sepultamento, e seis corpos em Ubá, incluindo duas idosas e um idoso. As atividades de necropsia e identificação seguem em andamento.
A tragédia reforça a gravidade da situação na Zona da Mata e evidencia a necessidade de uma atuação coordenada das autoridades diante da pressão da população, enquanto moradores e equipes de resgate enfrentam desafios enormes para atender aos afetados.
Da Agência: Fonte Exclusiva








