O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 no Brasil.
A cerimônia aconteceu no Palácio do Planalto, em Brasília, e reuniu representantes de associações de familiares de vítimas da pandemia, além de autoridades do governo federal.
A data escolhida para a homenagem foi 12 de março, em referência ao falecimento da técnica de enfermagem Rosana Aparecida Urbano, considerada a primeira vítima da covid-19 registrada oficialmente no país, em São Paulo. O projeto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado.
A pandemia da covid-19 deixou mais de 716 mil mortos no Brasil e marcou a maior crise sanitária da história do país. Durante o evento, familiares das vítimas defenderam a importância da preservação da memória coletiva e cobraram responsabilização pela disseminação de informações falsas relacionadas às vacinas e tratamentos sem comprovação científica.
Em seu discurso, Lula voltou a criticar a condução da pandemia durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente mencionou episódios envolvendo a divulgação de medicamentos sem eficácia comprovada e ataques à vacinação durante o período mais crítico da crise sanitária.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a criação da data servirá como momento permanente de reflexão sobre os impactos da pandemia e sobre a necessidade de preparação para futuras emergências sanitárias.
Segundo Padilha, o país também apresentou melhora nos índices de vacinação nos últimos anos. De acordo com o ministro, as coberturas vacinais infantis, que estavam abaixo de 80% em 2023, ultrapassaram a marca de 90% ao final de 2025.
No mês passado, o Ministério da Saúde inaugurou no Rio de Janeiro o Memorial da Pandemia, criado para homenagear as vítimas da covid-19 no país. O espaço funciona no edifício do Centro Cultural do Ministério da Saúde, reaberto após quase quatro anos de obras e investimentos estimados em R$ 15 milhões.
A nova lei busca manter viva a memória das vítimas e fortalecer o debate sobre políticas públicas de saúde, ciência, vacinação e enfrentamento de futuras pandemias.
*Da Agência Fonte Exclusiva








