O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (22) que o combate aos crimes digitais e a proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais devem ser prioridades no país. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Sem Censura, exibido pela TV Brasil.
Durante a conversa, Lula defendeu que práticas consideradas criminosas fora do ambiente virtual também sejam punidas quando cometidas pela internet. Segundo ele, o espaço digital não pode funcionar sem regras ou responsabilização.
O presidente destacou preocupação com conteúdos violentos disseminados nas redes sociais, incluindo incentivo à violência, automutilação, exploração infantil e ataques direcionados a mulheres e crianças.
Para Lula, as plataformas digitais precisam responder pela circulação desse tipo de material.
Ao abordar o tema, o presidente citou o chamado ECA Digital, regulamentado pelo Governo Federal em março deste ano, como uma iniciativa voltada ao fortalecimento da proteção de menores no ambiente online.
A medida busca ampliar mecanismos de combate à violência digital, discursos de ódio e crimes praticados contra crianças e adolescentes na internet.
Lula afirmou ainda que o objetivo do governo não é promover censura, mas garantir responsabilização para práticas criminosas no meio digital. Segundo ele, a liberdade de expressão deve coexistir com mecanismos de proteção e cumprimento das leis.
Outro ponto destacado na entrevista foi o uso excessivo de celulares por crianças pequenas. O presidente defendeu maior conscientização das famílias sobre o tema e afirmou que o debate vai além de simples proibições, envolvendo também relações familiares e convivência social.
Durante a entrevista, Lula comentou ainda sobre a restrição do uso de celulares em instituições de educação básica, afirmando que a medida teria contribuído para melhorar a interação entre estudantes dentro das escolas.
O presidente também voltou a criticar a disseminação de fake news nas redes sociais. Segundo ele, informações falsas podem provocar impactos econômicos, sociais e políticos relevantes, especialmente quando divulgadas de forma intencional.
Outro tema abordado foi o uso da inteligência artificial em campanhas eleitorais. Lula afirmou defender limites para a utilização de ferramentas automatizadas e robôs em disputas políticas, destacando preocupação com os impactos da tecnologia sobre a democracia.
Ao final da entrevista, o presidente afirmou que o avanço tecnológico deve ocorrer acompanhado de responsabilidade social, preservação dos valores humanos e fortalecimento democrático.
*Da Agência Fonte Exclusiva








