A proteção da biodiversidade e o combate à degradação ambiental estão entre os principais temas da 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17), realizada em Yerevan, capital da Armênia, até 30 de outubro.
O encontro reúne delegações internacionais para avaliar os avanços na conservação dos ecossistemas e discutir medidas capazes de conter a perda de espécies e recursos naturais.
Um dos principais pontos da agenda é a revisão do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, acordo adotado por 196 países que estabelece 23 metas ambientais até 2030.
ONU alerta para avanço insuficiente
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, advertiu que os esforços internacionais ainda estão abaixo do necessário para cumprir os compromissos ambientais.
Embora a proteção legal tenha sido ampliada em 1,3 milhão de quilômetros quadrados de áreas terrestres e 6 milhões de quilômetros quadrados de ambientes marinhos, as projeções indicam resultados inferiores às metas estabelecidas.
Mantido o ritmo atual, apenas 26% dos ecossistemas terrestres e 12% dos ambientes marinhos estarão protegidos até 2030.
Perda de biodiversidade provoca prejuízos econômicos
Um estudo do Global Cooperation Institute (GCI), realizado a pedido do WWF, aponta atrasos na implementação de compromissos ambientais e alerta para os impactos econômicos da degradação da natureza.
Segundo a análise, os custos anuais associados a problemas como perda de biodiversidade, mudanças climáticas, escassez de água e insegurança alimentar podem variar entre US$ 10 trilhões e US$ 25 trilhões.
A diretora-geral do WWF Internacional, Kirsten Schuijt, defende que os países avancem da assinatura de acordos para a execução de políticas efetivas, com financiamento adequado e cooperação internacional.
Brasil defende integração de áreas protegidas
Com uma das maiores biodiversidades do planeta, o Brasil participa das discussões sobre estratégias de conservação e recuperação ambiental.
Entre as propostas defendidas pelo WWF-Brasil está a ampliação da conectividade ecológica, que busca interligar florestas, rios e ambientes marinhos por meio de corredores verdes e azuis.
A medida facilita o deslocamento de espécies, contribui para a preservação dos ecossistemas e fortalece a proteção da biodiversidade.
Segundo Marcelo Oliveira, diretor técnico de Biodiversidade do WWF-Brasil, as ações de conservação precisam ultrapassar os limites das unidades de proteção e considerar a integração entre diferentes ambientes naturais.
A organização também propõe incluir a conectividade ecológica no Programa de Trabalho sobre Áreas Protegidas, criado em 2004.
Conferência busca acelerar compromissos até 2030
Com o prazo das metas internacionais se aproximando, a COP17 concentra debates sobre financiamento ambiental, recuperação de áreas degradadas e ampliação da proteção dos ecossistemas.
O principal desafio é transformar compromissos assumidos pelos países em resultados concretos, capazes de reduzir a perda de biodiversidade e preservar os recursos naturais para as próximas gerações.
*Da Agência Fonte Exclusiva








