Um novo levantamento divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta quinta-feira (30) apresenta um panorama atualizado da migração no país em 2025.
O estudo foi elaborado pelo Observatório das Migrações Internacionais, com apoio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e da Universidade de Brasília.
Segundo o relatório, o Brasil recebe atualmente cerca de 2 milhões de migrantes, vindos de aproximadamente 200 países. Desse total, mais de 414 mil já estão inseridos no mercado de trabalho formal, com maior concentração na região Sul, especialmente em atividades ligadas ao setor agroindustrial.
O documento também destaca diferenças regionais nas políticas de acolhimento. O estado do Paraná se sobressai na revalidação de diplomas estrangeiros, enquanto cidades como São Paulo e Campo Grande ampliam iniciativas de abrigo, capacitação e integração social.
De acordo com o governo federal, a política migratória deve ser tratada de forma integrada, envolvendo direitos humanos, desenvolvimento social e inserção econômica.
A secretária Nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, afirmou que o país busca consolidar um modelo de migração mais estruturado e acolhedor, baseado em dados e políticas públicas.
Na área do trabalho, o ministro Luiz Marinho destacou que a qualificação profissional é um fator essencial para ampliar a inserção de migrantes no mercado formal e reduzir situações de vulnerabilidade, além de contribuir para o aumento da produtividade.
Apesar dos avanços, o estudo aponta limitações na estrutura de atendimento. Menos de 5% dos municípios brasileiros possuem acordos formais de apoio a migrantes, e apenas 1,4% oferecem serviços em outros idiomas.
Na área da educação, houve crescimento expressivo na presença de estudantes migrantes, com alta de 437% nas matrículas entre 2010 e 2024.
O relatório servirá de base para a participação do Brasil em fóruns internacionais, incluindo debates na Organização das Nações Unidas, reforçando o reposicionamento do país nas discussões globais sobre migração após a retomada do Pacto Global para a Migração em 2023.
*Da Agência Fonte Exclusiva








