O Brasil não deve adotar o horário de verão em 2025, de acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME). A pasta informou que avalia continuamente a necessidade da medida, mas os estudos mais recentes mostram que o fornecimento de energia está garantido, pelo menos, até fevereiro de 2026, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
O MME destacou que os reservatórios estão em boas condições, evoluindo dentro da normalidade ao longo do período seco. Em 2024, quando o tema voltou a ser discutido, o governo também optou por não reativar a prática. Na época, o ONS chegou a estimar uma economia de cerca de R$ 400 milhões caso o horário de verão fosse retomado, mas o ministro Alexandre Silveira afirmou que a decisão só seria revista se houvesse “imprescindibilidade”.
Prós do horário de verão
A principal proposta do horário de verão sempre foi reduzir o consumo de energia elétrica, aproveitando melhor a luz natural ao adiantar os relógios em uma hora. Embora os hábitos de consumo tenham mudado — com maior demanda à tarde, principalmente pelo uso de ar-condicionado — alguns setores continuam vendo vantagens.
A Associação Comercial de São Paulo, por exemplo, defende o retorno da medida, alegando que uma hora extra de claridade favorece o comércio, incentiva o turismo e aumenta a sensação de segurança para quem circula à noite.
Contras do horário de verão
Por outro lado, setores como a indústria apontam que a mudança pode elevar custos em outras áreas, além de trazer impactos para o transporte aéreo. O setor aéreo, especialmente em voos internacionais, sofre com ajustes de logística. Em 2024, representantes de companhias aéreas chegaram a pedir que o governo anunciasse a decisão com pelo menos 180 dias de antecedência para evitar prejuízos operacionais.
Suspenso desde 2019, o horário de verão segue sendo tema de debate entre os que defendem seu retorno e os que consideram que os benefícios já não compensam os impactos.
Da Agência Fonte Exclusiva.








