Forças armadas do Brasil e de outros 18 países iniciaram nesta terça-feira (4) uma série de exercícios militares no Panamá. Batizada de Panamax 26, a operação é conduzida pelos Estados Unidos e ocorre no Canal do Panamá e em áreas próximas, com atividades programadas até 13 de agosto.
O treinamento multinacional tem como um dos principais objetivos aprimorar a capacidade dos países participantes para lidar com ameaças à segurança no Hemisfério Ocidental. Entre os temas trabalhados estão o combate ao narcoterrorismo, a atuação contra organizações criminosas transnacionais e a proteção de áreas consideradas estratégicas.
A coordenação é feita pelo Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos (Southcom). Durante o período do exercício, militares dos países participantes realizam atividades destinadas a ampliar a integração e a capacidade de atuação conjunta.
EUA ampliam estratégia contra organizações criminosas
O governo americano afirma que as manobras fazem parte de uma estratégia para melhorar a identificação e a interrupção de ameaças consideradas relevantes para a segurança regional.
A iniciativa também ocorre em meio ao aumento da pressão dos Estados Unidos contra cartéis de drogas e grupos criminosos que atuam de forma transnacional.
Além do exercício no Panamá, o Southcom anunciou uma mudança na denominação da antiga Operação Lanças do Sul. A estrutura passou a ser chamada de “Força-Tarefa Conjunta Hemisfério Ocidental”.
Brasil não faz parte da coalizão contra cartéis
Apesar da participação no Panamax 26, o Brasil não integra a Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis, criada durante o governo do presidente Donald Trump com o objetivo de coordenar ações contra organizações criminosas transnacionais.
O grupo reúne 16 países latino-americanos. México, Holanda e Reino Unido também participam do exercício militar realizado no Panamá, mas não fazem parte da coalizão.
Segundo as autoridades dos Estados Unidos, a participação nas manobras demonstra o interesse dos países envolvidos em ampliar a cooperação militar e aperfeiçoar a capacidade de resposta conjunta diante de ameaças à segurança regional.
O exercício, portanto, reúne países com diferentes níveis de participação nas iniciativas americanas de combate ao crime organizado, mantendo como foco principal o treinamento e a integração entre forças militares.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








