Rebeca Andrade voltou ao topo do mundo. Neste sábado (24), a ginasta brasileira conquistou a medalha de ouro no salto do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, realizado em Roterdã, na Holanda. Com média de 14,466 pontos, a atleta de 27 anos garantiu o tricampeonato da prova e chegou à marca histórica de dez medalhas em Mundiais.
A conquista veio após três anos de ausência da competição. Rebeca, que não participava de um Mundial desde 2023, retornou em grande estilo, superando adversárias que apresentaram saltos de maior dificuldade e confirmando sua força em um dos aparelhos nos quais construiu sua trajetória vitoriosa.
Com o resultado, a brasileira repetiu os títulos conquistados em 2021 e 2023 e se tornou a primeira ginasta do país a vencer três vezes a mesma prova em Campeonatos Mundiais.
Dois saltos garantiram o ouro
Rebeca chegou à decisão com a melhor média da fase classificatória, 14,533 pontos. Na final, foi a sexta atleta a se apresentar e apostou na precisão dos movimentos para superar as concorrentes.
No primeiro salto, um Yurchenko com dupla pirueta, recebeu 14,400 pontos. Em seguida, executou o Lopez, avaliado em 14,133. Com a bonificação prevista para a combinação de saltos de grupos diferentes, encerrou sua participação com média de 14,466.
A norte-americana Claire Pease ficou com a medalha de prata, com 14,233 pontos, enquanto sua compatriota Skye Blakely conquistou o bronze, com 14,166.
A sul-coreana Yeo Seojeong, considerada uma das principais adversárias da brasileira, sofreu uma queda no segundo salto e terminou fora do pódio.
A medalha conquistada em Roterdã ampliou ainda mais o currículo de Rebeca Andrade. Agora, ela soma dez medalhas em Campeonatos Mundiais, distribuídas entre quatro ouros, quatro pratas e dois bronzes.
Além dos três títulos no salto, a brasileira também foi campeã mundial do individual geral em 2022.
Rebeca se tornou apenas a segunda ginasta da história a conquistar três títulos mundiais no salto. Antes dela, somente a chinesa Cheng Fei havia alcançado esse feito.
O resultado também reforça uma trajetória que já inclui seis medalhas olímpicas, sendo dois ouros, três pratas e um bronze. Rebeca é a maior medalhista olímpica da história do Brasil, considerando homens e mulheres.
A vitória brasileira teve uma espectadora especial. A norte-americana Simone Biles, uma das maiores ginastas da história, acompanhou a final das arquibancadas em Roterdã.
Biles, que soma 30 medalhas em Mundiais e 11 em Jogos Olímpicos, participou do evento como convidada de honra, mas não disputou a competição.
Mesmo com sua extensa coleção de títulos, a norte-americana nunca conquistou três ouros mundiais no salto, marca alcançada por Rebeca neste sábado.
Retorno foi planejado para preservar a saúde
A participação no Mundial de 2026 marcou uma nova etapa na carreira da brasileira. Depois dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, Rebeca passou por um período de recuperação física e emocional e reorganizou sua rotina de treinamentos.
A ginasta, que já enfrentou cinco cirurgias no joelho ao longo da carreira, decidiu reduzir a participação em determinados aparelhos para preservar o corpo e prolongar sua trajetória no esporte.
Em Roterdã, a estratégia foi priorizar a qualidade da execução, sem assumir riscos desnecessários com saltos mais difíceis.
O planejamento faz parte da preparação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, quando Rebeca poderá disputar sua quarta edição olímpica.
A conquista deste sábado confirma que, mesmo com um calendário mais cuidadoso, a brasileira continua entre os grandes nomes da ginástica artística mundial.
*Da Agência Fonte Exclusiva








