A mulher que acusa Daniel Alves de agressão sexual recusou receber indenização do jogador se ele for condenado. Durante o depoimento da denunciante, a juíza ressaltou que, em caso de condenação nesse tipo de crime, a vítima pode ser indenizada financeiramente. Mas a espanhola de 23 anos disse que não quer dinheiro.
A informação foi publicada inicialmente pelo “El País” e confirmada pelo ge. Durante o depoimento, ela destacou que faz parte de uma família bem resolvida financeiramente e deseja que seja feita justiça, sem ganho financeiro.
Durante o depoimento de Daniel Alves, que durou 45 minutos, o jogador apresentou três versões diferentes. Inicialmente, disse que estava no banheiro quando a mulher entrou e não houve qualquer contato entre eles. Depois, afirmou que, quando ela entrou no banheiro e houve contato, ele ficou parado, sem saber o que fazer. Por último, o lateral admitiu que houve sexo entre eles, dizendo que estava no vaso sanitário quando ela entrou e começou a fazer sexo oral.
Nas imagens das câmeras da boate Sutton do dia 30 de dezembro, é possível ver a mulher e Daniel entrando no banheiro em momentos separados. Ela fica 14 minutos no banheiro, enquanto ele permanece por 16 minutos.
Quando ela saiu do banheiro, procurou as duas amigas que estavam no local. Um dos seguranças da boate viu uma integrante do grupo chorando e perguntou o que havia acontecido. Ao ouvir o relato, a própria equipe da casa noturna acionou a polícia – Daniel Alves já havia deixado o local.
A denunciante saiu dali direto para o Hospital Clínic para fazer exames médicos. De acordo com jornais espanhóis, estes exames detectaram a presença de sêmen em seu vestido – o que teria embasado o decreto de prisão preventiva por parte da Justiça. No dia 2 de janeiro, ela decidiu prestar queixa contra o lateral na delegacia.
A atitude do segurança da boate faz parte de um protocolo do governo da Catalunha, segundo o qual quem trabalha em casas noturnas deve seguir determinados passos quando aparece um alerta de possível agressão sexual. O choro de uma mulher é considerado um alerta.Os principais jornais espanhóis, entre eles “El País”, “El Mundo” e “El Periódico”, publicaram detalhes do depoimento da mulher que acusa Daniel Alves de agressão sexual.
Segundo os relatos, a vítima relatou à Justiça que ela e Daniel Alves dançaram juntos até que o jogador “levou várias vezes a mão dela até seu pênis, que ela retirou assustada”. Por volta das 4h30 da madrugada, ele pediu a ela para segui-lo até uma porta. Assim que entraram, ela se deu conta que estava num banheiro. Ali teria ocorrido a agressão.
Sempre de acordo com o depoimento da denunciante, ela teria tentado sair do banheiro, mas foi impedida pelo jogador. Ela contou à Justiça que Daniel Alves a penetrou de maneira violenta até ejacular.
Entenda o caso
Daniel Alves foi preso na sexta-feira na Espanha, após prestar depoimento à polícia de Barcelona, em um processo no qual é acusado de agressão sexual contra uma jovem em uma boate local.
A assessoria de imprensa da polícia catalã informou que o lateral deve permanecer preso até o julgamento, que ainda não tem data para ocorrer. O Pumas, do México, onde jogava o lateral, anunciou na noite de sexta a rescisão do contrato com o brasileiro.
A juíza Maria Concepción Canton Martín, do Juizado de Instrução 15 de Barcelona, ordenou a prisão preventiva sem fiança de Daniel Alves, acatando pedido do Ministério Público. Foi ela que ouviu os depoimentos da denunciante, de Daniel Alves e do amigo do jogador que estava na boate.
A juíza também viu as provas apresentadas antes de decretar a prisão sem fiança pedida pelo Ministério Público. Uma dessas provas foi o vestido que a denunciante usou naquela noite, que estava rasgado.
O jogador, de 39 anos, foi levado ao Centro Penitenciário Brians 1, que fica nos arredores de Barcelona. Daniel Alves nega todas as acusações. A pena para crimes de agressão sexual na Espanha pode chegar a 15 anos de detenção, dependendo da gravidade do caso.








