O Grande Jogo Regional 2026, considerado o principal evento do calendário escoteiro fluminense, reúne neste domingo (26) cerca de 4.372 participantes no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.
O encontro mobiliza crianças, adolescentes, jovens e adultos integrantes da União dos Escoteiros do Brasil – Regional Rio de Janeiro (UEB-RJ).
A atividade integra as comemorações da Semana Escoteira e também celebra o Dia Mundial do Escotismo, lembrado no último dia 23.
O evento reforça valores centrais do movimento, como cooperação, trabalho em equipe e desenvolvimento do protagonismo juvenil.
Segundo o diretor-presidente da UEB-RJ, Edinilson Régis, a iniciativa já é tradicional e acontece no mesmo local desde a década de 1980.
O encontro reúne participantes de diversas unidades escoteiras do estado, com idades entre 5 e 22 anos.
Durante o evento, os escoteiros participam de atividades educativas e dinâmicas de integração organizadas em formato de percurso.
Ao longo do trajeto, eles colocam em prática conhecimentos adquiridos e desenvolvem novas habilidades, incluindo desafios que envolvem criatividade e temas mais técnicos, como primeiros socorros.
A programação teve início por volta das 9h e segue até as 15h.
Ao final, os participantes se reúnem para a divulgação dos resultados das atividades realizadas ao longo do dia.
Acolhimento e desenvolvimento pessoal
Além das atividades, o evento também evidencia o impacto do escotismo na formação pessoal dos jovens. Para a administradora Ellisiane Pereira, de 47 anos, mãe de um escoteiro de 12 anos do Grupo Escoteiro Copacabana, o movimento vai além das atividades recreativas.
Segundo ela, o filho encontrou no escotismo um ambiente acolhedor, que também envolveu toda a família. A evolução no comportamento, nas habilidades sociais e no desenvolvimento pessoal foi percebida de forma significativa ao longo dos anos.
Educador no movimento há uma década, Gabriel Handl destaca que o escotismo tem como objetivo formar cidadãos preparados para a vida em sociedade.
Ele ressalta que as atividades vão muito além de acampamentos, contribuindo diretamente para a formação de valores e atitudes.
O jovem Bernardo Tavares de Sá, de 17 anos, integrante do Grupo Escoteiro Marechal Castelo Branco, afirma que a experiência no escotismo foi fundamental para seu crescimento pessoal.
Ele destaca o desenvolvimento da liderança, a construção de amizades e a evolução como indivíduo.
Educação não formal e valores
De acordo com Edinilson Régis, o escotismo é reconhecido como uma forma de educação não formal, que complementa a formação tradicional ao unir prática, convivência em grupo e contato com a natureza.
O método educativo é baseado no conceito de “aprender fazendo”, permitindo que crianças e jovens assumam papel ativo no próprio desenvolvimento.
Entre os princípios trabalhados estão cidadania, respeito ao próximo, responsabilidade e consciência ambiental.
As atividades são adaptadas conforme a faixa etária. Nos grupos mais jovens, o aprendizado acontece de forma lúdica, com histórias e personagens.
À medida que crescem, os participantes passam a vivenciar experiências mais práticas, como acampamentos e atividades de campo, desenvolvendo autonomia e organização.
O movimento também incentiva valores universais, como solidariedade, lealdade e respeito à natureza.
A proposta inclui o compromisso de contribuir com a sociedade, ajudar o próximo e agir com responsabilidade em diferentes contextos.
História do escotismo
O Movimento Escoteiro foi criado em 1907 pelo britânico Robert Baden-Powell e atualmente está presente em mais de 170 países.
A proposta surgiu com foco na educação de jovens por meio de valores como fraternidade, disciplina e respeito ao meio ambiente.
No Brasil, a União dos Escoteiros foi fundada em 1924 e, desde então, atua na formação de crianças e jovens em todo o território nacional, promovendo atividades que unem aprendizado, cidadania e desenvolvimento pessoal.
*Da Agência Fonte Exclusiva








