A seleção da França passou a ser alvo de repercussão internacional após uma investigação revelar que a equipe utilizou, durante a Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos, uma companhia aérea responsável por operar voos de deportação para o governo norte-americano.
De acordo com reportagem publicada na quinta-feira (9) pelo jornal britânico The Guardian, a delegação francesa contratou a Global Crossing Airlines (GlobalX) para realizar deslocamentos entre as cidades onde disputou partidas do torneio e o centro de treinamento da equipe, instalado em Boston.
A apuração indica que registros de monitoramento de voos, somados a imagens divulgadas pela própria seleção em suas redes sociais, mostram que a equipe embarcou em aeronaves da empresa em pelo menos três viagens durante a competição.
Segundo a investigação, a GlobalX responde por mais da metade dos voos de deportação realizados pelo Serviço de Imigração e Controle Aduaneiro dos Estados Unidos (ICE), órgão federal responsável pela fiscalização das leis de imigração no país.
Um dos aviões utilizados pela seleção francesa após a partida contra o Paraguai teria sido empregado em, pelo menos, 44 operações de deportação apenas neste ano. Informações do sistema ICE Flight Monitor também apontam que essa mesma aeronave participou de aproximadamente 950 voos ligados a deportações desde 2022.
A publicação gerou debate nas redes sociais e repercussão em veículos internacionais por associar a equipe francesa a uma empresa que presta serviços diretamente às operações migratórias do governo dos Estados Unidos.
Até o momento, nem a Federação Francesa de Futebol nem a Global Crossing Airlines haviam se manifestado oficialmente sobre as informações divulgadas pela investigação.
*Da Agência Fonte Exclusiva








