Carlo Ancelotti não tem nem dúvidas do presente que gostaria de ganhar neste aniversário de 66 anos. Em sua estreia pela seleção diante da torcida brasileira, o técnico italiano pode também conquistar a primeira vitória com a Amarelinha.
— É o melhor presente que eu poderia ter amanhã. Não há presente melhor do que ganhar o jogo — contou.
A vitória pode vir acompanhada de outro presente ainda mais especial: a confirmação da vaga na Copa do Mundo de 2026. Para isso, o Brasil não só precisa dos três pontos diante dos paraguaios como a Venezuela, sétima colocada e primeira fora das vagas diretas, tem que perder para o Uruguai,
Ancelotti possui uma história à parte com a Copa do Mundo, bem diferente da que teve com a maioria das grandes competições de clubes que disputou. Como jogador, ficou fora da Copa de 1982 por lesão e viu, de longe, seus companheiros conquistarem o tricampeonato. Fez parte das campanhas de 1986 e de 1990, nas quais a Itália não saiu vencedora.
Teve nova chance de se juntar a Azzurra, na Copa de 1994, como auxiliar de Arrigo Sacchi, seu ex-treinador no Milan. O sonho do título parou na final, justamente para o Brasil.
— É uma experiência única para mim, a primeira vez que dirijo uma seleção nacional. O que me lembro das Copas do Mundo das quais participei em 1986, 1990 e 1994 é que foram experiências muito bonitas e espetaculares. Chegamos muito perto em 1990 e 1994. E agora podemos vencer em 2026, com o Brasil.
O Brasil começa a rodada na quarta colocação na tabela das Eliminatórias, com 22 pontos. Já o Paraguai tem 24 e ocupa a terceira posição.
Para se garantir na Copa de 2026, a Seleção tem de vencer o jogo e torcer para o Uruguai ganhar da Venezuela. Se houver empate nesta partida, em Montevidéu, o Brasil precisa que a Argentina derrote a Colômbia.
A única seleção sul-americana garantida no Mundial é a Argentina, que lidera as Eliminatórias com 34 pontos.
O estádio do Corinthians traz boas recordações para a Seleção. A vaga para as duas últimas Copas foi conquistada em Itaquera: a classificação para a Rússia veio com vitória sobre o Paraguai; já para o Catar, diante da Colômbia.
Nesta noite, a arena estará cheia, com expectativa de mais de 40 mil torcedores. Não será permitida a entrada de torcedores com camisas de clubes.
Escalações
Brasil – técnico: Carlo Ancelotti
Se na estreia o foco esteve em fortalecer o time defensivamente, agora o objetivo é melhorar o ataque. Nesse sentido, Ancelotti preparou a Seleção com um ataque mais numeroso e móvel.
Três mudanças foram ensaiadas nos treinamentos: Gerson deu lugar a Gabriel Martinelli; Raphinha entrou na vaga de Estêvão; e Matheus Cunha substituiu Richarlison.
Provável escalação: Alisson, Vanderson, Marquinhos, Alex e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Raphinha, Gabriel Martinelli, Matheus Cunha e Vini Jr.
Paraguai – técnico: Gustavo Alfaro
Invicta a nove jogos, a “Albirroja” está perto de realizar o sonho de voltar a uma Copa do Mundo após três edições fora. A equipe comandada por Gustavo Alfaro chega embalada por nove jogos de invencibilidade.
No primeiro turno, em casa, os paraguaios levaram a melhor sobre o Brasil: vitória por 1 a 0.
Para o duelo em Itaquera, a única baixa para Gustavo Alfaro é Matías Galarza, suspenso. O ex-jogador de Coritiba e Vasco dará lugar a Mathías Villasanti, do Grêmio.
Provável escalação: Gatito Fernández; Juan Cáceres, Gustavo Gómez, Omar Alderete e Júnior Alonso; Diego Gómez, Andrés Cubas, Mathías Villasanti e Miguel Almirón; Julio Enciso e Tonny Sanabria.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações do Jornal O GLOBO e GE.








