A Arábia Saudita aumentou a campanha para sediar a Copa do Mundo de 2034 – que inclui uma nova megacidade de US$ 1 trilhão como sede. Principal trunfo da candidatura, a cidade futurista de Neom foi anunciada pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman em 2017 como parte da “Visão 2030” do país, com o objetivo de concluir a construção até o fim da década.
A megacidade terá um centro industrial flutuante e uma cidade portuária, além de uma estação de esqui na região chamada de Trojena, que já foi premiada com os Jogos Asiáticos de Inverno de 2029. (veja no vídeo abaixo)
Será construído um aeroporto e também “a Linha”: uma megaestrutura espelhada de 177km, 500m de altura e 200m de largura que ligará Neom, localizada perto do Mar Vermelho, ao resto do reino. Os chefes sauditas começaram a sondar figuras importantes do futebol europeu para garantir apoio à sua candidatura, segundo o “The Times”.
Especula-se também que os sauditas têm esperança de sediar a Copa do Mundo no verão, sendo os locais de grande altitude uma opção. No entanto, um torneio de inverno também não está descartado e poderá acontecer entre novembro e dezembro, a exemplo da Copa do Qatar em 2022.
Mas há apreensão em relação à candidatura por parte dos países europeus, preocupados com o histórico de desrespeito aos direitos humanos na Arábia Saudita. O país espera obter o apoio europeu ao retirar a sua candidatura para sediar a Copa do Mundo de 2030, que concorreria com a candidatura conjunta de Espanha, Portugal e Marrocos, considerada a atual favorita.
E embora se acredite que esse esforço não tenha tido sucesso, os sauditas contataram outras confederações para garantir apoio. Isso inclui a assinatura de “memorandos de entendimento” com as confederações da África e da Oceania, bem como com outras federações nacionais, como as de Equador, Gana, Índia e Singapura. Mas, mesmo que fosse bem sucedida, uma candidatura da Arábia Saudita provavelmente enfrentaria uma reação negativa em geral, semelhante à que enfrentou o Qatar, que também desrespeita os direitos humanos e criminaliza a homossexualidade.
Com informações do GE.








