O comércio varejista brasileiro registrou crescimento de 0,5% no volume de vendas em junho, na comparação com maio.
Os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor encerrou o primeiro semestre de 2026 com avanço acumulado de 1,9%.
Na comparação com junho do ano passado, o volume de vendas aumentou 2,9%, indicando que o comércio manteve desempenho positivo também no comparativo anual.
Supermercados e produtos para o lar impulsionam vendas
O resultado de junho foi favorecido principalmente pelo desempenho de segmentos ligados ao consumo cotidiano e aos produtos destinados às residências.
As vendas em supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceram em relação ao mês anterior. O movimento também foi acompanhado por uma expansão nas vendas de móveis e eletrodomésticos.
Outro segmento que apresentou crescimento foi o de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos.
Essas atividades tiveram participação relevante no resultado positivo registrado pelo varejo em junho.
Alguns setores registram retração
Apesar do crescimento geral, parte das atividades pesquisadas pelo IBGE apresentou queda no volume de vendas.
O segmento de livros, jornais, revistas e papelaria registrou a maior retração entre as atividades do comércio varejista. Também houve redução nas vendas de combustíveis e lubrificantes.
Outro resultado negativo foi observado no setor de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação.
Comércio ampliado recua
O desempenho foi diferente quando considerados os segmentos que integram o comércio varejista ampliado. O indicador apresentou retração de 1% em junho na comparação com maio.
Além das atividades incluídas no varejo restrito, o comércio ampliado incorpora as vendas de veículos, motocicletas, partes e peças, materiais de construção e o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo.
Os resultados mostram que a expansão do comércio brasileiro no primeiro semestre ocorreu de maneira desigual entre os diferentes segmentos. Enquanto produtos essenciais, itens para a casa e artigos de saúde contribuíram para o crescimento de junho, outras atividades apresentaram redução nas vendas.
*Da Agência Fonte Exclusiva








