O volume de serviços no Brasil registrou crescimento de 0,3% em janeiro de 2026, após dois meses consecutivos sem avanço. Com o resultado, o setor voltou ao maior nível já registrado na série histórica, igualando o patamar observado em outubro e novembro de 2025.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal de Serviços, apresentada no Rio de Janeiro.
Antes da alta registrada no início deste ano, o setor havia apresentado retração de 0,2% em dezembro e estabilidade em novembro, quando a variação foi de 0%.
De acordo com o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, o resultado de janeiro é classificado pelo instituto como uma “variação positiva”, já que o crescimento foi moderado e não representa uma expansão expressiva da atividade.
Na comparação com janeiro de 2025, o volume de serviços avançou 3,3%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento chega a 3%.
Com esse desempenho, o setor de serviços se mantém em um nível 20,1% acima do registrado antes da pandemia de covid-19, tomando como referência fevereiro de 2020.
Outro indicador observado pelo IBGE é a média móvel trimestral, utilizada para avaliar a tendência mais recente da atividade econômica. Nesse caso, não houve variação em relação ao trimestre encerrado em dezembro de 2025.
Para elaborar a pesquisa, o IBGE coleta dados de 166 tipos de serviços diferentes, agrupados em cinco grandes segmentos da economia.
Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, três dessas atividades apresentaram crescimento:
outros serviços: alta de 3,7%
informação e comunicação: crescimento de 1%
transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: avanço de 0,4%
O grupo de serviços profissionais, administrativos e complementares manteve estabilidade, sem variação no período.
Já o único segmento que registrou queda foi o de serviços prestados às famílias, que recuou 1,2%.
Segundo Rodrigo Lobo, alguns ramos tiveram destaque no desempenho positivo do mês, como agenciamento de espaços publicitários, tecnologia da informação, serviços financeiros auxiliares e atividades ligadas ao setor postal.
A pesquisa também acompanha o desempenho do índice de atividades turísticas (Iatur), que reúne parte das atividades relacionadas ao turismo.
Em janeiro, o indicador registrou queda de 1,1% em relação a dezembro. Apesar disso, na comparação com o mesmo mês do ano passado houve crescimento de 3,5%.
Esse resultado anual foi impulsionado principalmente pelos segmentos de transporte aéreo de passageiros, agências de viagens, restaurantes e serviços de reserva ligados à hospedagem.
O índice considera 22 das 166 atividades analisadas na Pesquisa Mensal de Serviços, incluindo hotéis, bufês, empresas de transporte aéreo e operadoras de turismo.
Os dados regionais divulgados pelo IBGE abrangem 17 unidades da federação, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Goiás, Amazonas e Pará, entre outras.
A Pesquisa Mensal de Serviços faz parte de um conjunto de indicadores conjunturais divulgados regularmente pelo IBGE para acompanhar o desempenho da economia brasileira.
Nos últimos dias, o instituto também informou que a produção industrial cresceu 1,8% entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, acumulando alta de 0,5% em 12 meses.
Já o comércio varejista registrou aumento de 0,4% na mesma comparação mensal e acumula expansão de 1,6% no período de um ano.
*Da Agência Fonte Exclusiva








