O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central admite que a recuperação gradual da economia prometida pelo governo Bolsonaro não chegará tão cedo.
Na ata em que justifica a decisão de manter a taxa Selic em 6,5% ao ano, na quarta-feira (8), o órgão do Banco Central diz que a expectativa de retomada foi postergada e trabalha com projeção de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019.
“Em particular, os indicadores disponíveis sugerem probabilidade relevante de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior, após considerados os padrões sazonais”, diz o documento citado em reportagem da Agência Brasil.
Esses indicadores do primeiro trimestre induziram revisões substantivas nas projeções de instituições financeiras para o crescimento do PIB em 2019.
“Essas revisões refletem um primeiro trimestre aquém do esperado, com implicações para o carregamento estatístico [herança do que ocorreu no ano anterior], mas também embutem alguma redução do ritmo de crescimento previsto para os próximos trimestres”, destacou.
Nesse cenário, o Copom avaliou que seria necessário manter a Selic em 6,5% ao ano.
Na mesma ata, o Copom destaca o grau de incerteza que paira sobre a economia brasileira e atribui a estagnação aos efeitos remanescentes do ano passado, ou seja, do governo Michel Temer.
O Copom enfatiza que essa avaliação sobre o desempenho da economia demanda tempo e não deverá ser concluída a curto prazo.
O QUE DIZ A ATA DO COPOM
Inflação – A inflação acumulada em 12 meses deve atingir um pico no curto prazo para, em seguida, recuar e encerrar 2019 em torno da meta. Para 2019, a meta de inflação é de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
INPCA – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo não poderá superar 5,75% neste ano nem ficar abaixo de 2,75%. A meta para 2020 foi fixada em 4%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.








