O preço de um mesmo medicamento genérico pode variar até 2.433,59% entre farmácias da capital paulista, segundo levantamento divulgado pelo Procon-SP. A pesquisa acende um alerta para consumidores que dependem de remédios de uso contínuo ou precisam comprar medicamentos com frequência: pesquisar antes da compra pode representar uma economia significativa no orçamento familiar.
O estudo comparou valores de medicamentos genéricos e de referência em drogarias físicas e canais online. De acordo com o Procon-SP, a maior diferença foi encontrada justamente entre os genéricos, categoria normalmente procurada por consumidores que buscam preços mais baixos.
A variação expressiva mostra que o consumidor pode pagar muito mais caro pelo mesmo princípio ativo, dependendo da farmácia escolhida. Por isso, o órgão recomenda comparar preços em diferentes estabelecimentos, verificar ofertas nos aplicativos das redes, consultar drogarias de bairro e observar se o valor cobrado respeita o teto definido para medicamentos no país.
O Procon-SP também lembra que medicamentos têm preço máximo ao consumidor definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, a CMED, e divulgado pela Anvisa. Esse limite não impede que farmácias cobrem valores diferentes, mas estabelece um teto legal que não pode ser ultrapassado. Pesquisa recente do próprio órgão apontou que 79,1% dos consumidores paulistas desconhecem a existência desse preço máximo.
Apesar da grande variação, os genéricos continuam sendo uma alternativa mais econômica em relação aos medicamentos de referência. Em levantamento anterior, o Procon-SP verificou que os genéricos eram, em média, 57,72% mais baratos do que os remédios de referência.
A orientação para o consumidor é conferir o nome do princípio ativo prescrito pelo médico, comparar preços em mais de uma farmácia e avaliar se há opção genérica autorizada. Também é importante desconfiar de ofertas muito abaixo do mercado em sites desconhecidos e verificar se a farmácia possui registro e canais de atendimento confiáveis.
Outro cuidado é não substituir medicamento por conta própria. A troca entre medicamento de referência, similar ou genérico deve respeitar a prescrição médica e a orientação do farmacêutico. Em caso de dúvida, o consumidor deve pedir esclarecimentos no balcão da farmácia antes de finalizar a compra.
O Procon-SP mantém canais de atendimento para consultas, reclamações e denúncias de consumidores. O órgão orienta que problemas como cobrança abusiva, falta de informação clara, divergência entre preço anunciado e preço cobrado ou venda irregular sejam registrados oficialmente.
O levantamento reforça que a pesquisa de preços continua sendo uma das principais ferramentas de defesa do consumidor. Em um setor essencial como o de medicamentos, pequenas diferenças de valor podem ter grande impacto, especialmente para idosos, pessoas com doenças crônicas e famílias de baixa renda.
*Da Agência Fonte Exclusiva








