57ª etapa da Operação Lava Jato investiga envolvimento de grandes empresas no esquema de corrupção na diretoria de abastecimento da estatal brasileira;
A Operação Sem Limites, autorizada pela na 13ª Vara Federal de Curitiba e deflagrada na manhã desta quarta-feira (5) pela Polícia Federal, apura o pagamento de US$ 31 milhões em propina para operadores e funcionários da Petrobras entre os ano de 2009 e 2014. Esta é a 57ª etapa da Lava Jato.
O esquema, segundo o Ministério Público Federal (MPF), foi alimentado por grandes empresas do setor petrolífero, como a a Vitol, Trafigura e Glencore.
Essas empresas, conhecidas como tradings, atuam no mercado de petróleo e derivados. As investigações apontam que durante cinco anos elas pagaram propinas nos valores de US$ 5,1 milhões, US$ 6,1 milhões e US$ 4,1 milhões, respectivamente para funcionários da gerência executiva de Marketing e Comercialização, subordinada à Diretoria de Abastecimento da estatal.
Esses pagamentos estariam “relacionadas a mais de 160 operações de compra e venda de derivados de petróleo e aluguel de tanques para estocagem”.
“As provas apontam que havia um esquema em que empresas investigadas pagavam propina a funcionários da Petrobras para obter facilidades, conseguir preços mais vantajosos e realizar contratos com maior frequência”, destaca o MPF.
ENTENDA COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA
O MPF apurou que as operações de trading (compra e venda) e de locação que financiaram os esquemas de propina foram conduzidas por meio de uma conexão entre os escritório da estatal brasileira em Houston, no estado do Texas (EUA), e pelo centro de operações no Rio de Janeiro.
Os presos nesta quarta-feira serão levados para Curitiba. Eles responderão por crimes de corrupção, organização criminosa, crimes financeiros e de lavagem de dinheiro.
“As operações da área comercial da Petrobras no mercado internacional constituem um ambiente propício para o surgimento e pulverização de esquemas de corrupção, porque o volume negociado é muito grande e poucos centavos a mais, nas negociações diárias, podem render milhões de dólares ao final do mês em propina”, explica a procuradora da República Jerusa Burmann Viecili, integrante da força tarefa da Lava Jato em Curitiba.
*Agência VIU!








