O Amazonas receberá um novo ciclo de investimentos da Petrobras e da Transpetro que ultrapassa R$ 2,8 bilhões até o fim da década. O anúncio será oficializado em Manaus nesta quarta-feira (27), em cerimônia com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dirigentes das estatais.
Os recursos serão direcionados para projetos de exploração energética, transporte de combustíveis e fortalecimento da indústria naval na Região Norte.
Uma das principais iniciativas envolve a reativação de obras e operações no Polo Urucu, em Coari, área considerada estratégica para a produção nacional de petróleo e gás em terra firme.
A Petrobras prevê aplicar cerca de R$ 2,5 bilhões na abertura de novos poços e na implantação de estruturas de conexão entre as unidades produtivas. O objetivo é ampliar a capacidade operacional do polo e reforçar o abastecimento energético da região amazônica.
Atualmente, o gás natural produzido em Urucu abastece boa parte da demanda energética de Manaus e de municípios vizinhos, além de fornecer gás de cozinha para estados do Norte e parte do Nordeste.
Outro eixo do pacote envolve o Programa Mar Aberto, iniciativa voltada à modernização da frota da Transpetro. Dentro desse projeto, o Estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia será responsável pela fabricação de 18 barcaças destinadas ao transporte de combustível marítimo.
As embarcações serão utilizadas em operações logísticas em diferentes portos brasileiros e fazem parte da estratégia da Petrobras para reduzir gastos com serviços terceirizados no transporte de bunker, combustível usado em navios.
Além das barcaças, o programa contempla a construção de empurradores que auxiliarão na navegação das unidades. Os equipamentos terão sistemas tecnológicos voltados à eficiência operacional e redução de impacto ambiental.
A expectativa é de que os investimentos impulsionem a economia regional com geração de empregos diretos e indiretos no setor naval e energético.
Segundo a Petrobras, o plano integra a estratégia nacional de fortalecimento da infraestrutura logística e expansão da produção energética em áreas consideradas estratégicas para o país.
*Da Agência Fonte Exclusiva








