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O cenário das empresárias do Brasil no Dia do Empreendedorismo Feminino

Data foi criada pela ONU para celebrar e incentivar protagonismo feminino nos negócios

redacao Por redacao
19/11/2021 - 16:42
em Economia
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Nesta sexta-feira, 19 de novembro, é comemorado o Dia do Empreendedorismo Feminino, uma data que celebra e incentiva o protagonismo de mulheres à frente de pequenos negócios

(Foto: Divulgação)

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Nesta sexta-feira, 19 de novembro, é comemorado o Dia do Empreendedorismo Feminino, uma data que celebra e incentiva o protagonismo de mulheres à frente de pequenos negócios. A data foi criada em 2014 pela Organização das Nações Unidas (ONU) em uma iniciativa liderada pela ONU Mulheres, que ficou a cargo de reunir mais de 150 países, empresas e instituições em busca de apoio a esse público e contra a desigualdade salarial no ambiente corporativo.

Segundo informações da Exame, no Brasil, o contingente de mulheres empreendedoras endossa a importância do dia comemorativo. Elas são mais de 30 milhões, em um universo de 52 milhões de empreendedores, segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor 2020 (GEM), principal pesquisa sobre empreendedorismo do mundo, feita em parceria com o Sebrae.

A busca por equidade de gênero e equiparação salarial faz parte de uma longa jornada na trajetória profissional de mulheres em todo o mundo. Segundo o Fórum Econômico Mundial (FMI), serão necessários 136 anos para que a igualdade entre homens e mulheres seja alcançada globalmente.

Diante disso, o Dia do Empreendedorismo Feminino celebra as mulheres empresárias e fomenta o debate em prol de ações que eliminem de vez barreiras e incentivem mulheres a alcançar a independência na liderança de empresas.

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Além da motivação para a criação da data, é possível entender a relevância do empreendedorismo feminino, especialmente no Brasil, a partir de cinco dados. Veja abaixo:

1. Elas são (quase) maioria

Segundo dados Sebrae e da Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2020 (GEM), o Brasil é o sétimo país com o maior número de mulheres empreendedoras no mundo. Dos 52 milhões de empreendedores no país, 30 milhões (48%) são mulheres.

Já entre os microempreendedores individuais (MEI), as mulheres representam 48% do total. A preferência delas é pelos segmentos de beleza, moda e alimentação.

2. Busca por flexibilidade

O sonho das mulheres por trás de empreendimentos no Brasil pode ser traduzido em algumas palavras. Duas delas são independência e flexibilidade. Diferentes dos homens, que buscam em grande parte empreender para obter renda extra, as mulheres abrem empresas em busca de liberdade financeira e tempo. A possibilidade de conciliar o empreendimento com a família e dificuldades de se estabelecerem no mercado de trabalho de forma mais frequente são duas das principais motivações para isso.

3. Pandemia trouxe nova leva

A pandemia despertou uma nova leva de empreendedoras no país. Dados da RME mostram que o número de empresárias aumentou 40% no último ano. De todas as donas de pequenos e médios negócios do país, cerca de 26% abriram suas empresas já durante a pandemia.

4. Mulheres inovam mais

Apesar de ter afetado todos os negócios brasileiros, a pandemia do coronavírus despertou reações mais rápidas em empreendimentos liderados por mulheres. Uma pesquisa do Sebrae com a Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que as empreendedoras foram mais ágeis na hora de implementar inovações em seus negócios e digitalizar as operações. Cerca de 71% delas usam redes sociais, aplicativos e a internet para vender seus produtos e serviços, frente a 63% dos homens. E 11% das empreendedoras disseram ter inovado em seus negócios durante a crise, enquanto somente 7% dos homens declararam ter olhado para esse quesito.

5. Mulheres empregam mais mulheres

Cerca de 73% dos empreendimentos liderados por mulheres no Brasil são majoritariamente femininos, contra apenas 21% dos empreendimentos liderados por homens. Já em relação à sociedade, das mulheres donas de negócio próprio com sócios, 44% têm apenas mulheres como sócias.

Por que falar de empreendedorismo feminino?

Além de representarem parte relevante do contingente empreendedor do país, as mulheres ainda buscam espaço no mercado para debater impacto e equidade. A pandemia e o desemprego, porém, criaram barreiras para que esse diálogo seja facilitado. As mulheres brasileiras foram, entre todas as empreendedoras do mundo, as mais prejudicadas com os impactos econômicos causados pela pandemia de covid-19. Diante desse cenário, falar sobre empreendedorismo feminino é, antes de mais nada, uma questão de desenvolvimento econômico em um país imerso em incertezas políticas e sociais.

O lado B do empreendedorismo

Para as mulheres empreendedoras, a busca por independência pesa na hora de abrir o próprio negócio. A decisão, porém, vem acompanhada de diversos percalços. Segundo a RME, as empreendedoras citam a dificuldade no acesso a crédito como a principal entrave para empreender no país. Depois disso está a venda de produtos e serviços.

Conciliar vida pessoal e trabalho também é um desafio e tanto. Mais de 50% das empreendedoras com filhos alegaram que o fechamento das escolas impactou a rotina de trabalho, e a queixa sobre manter rotinas simultâneas com as mães e empresárias ainda é frequente: 79% das empreendedoras acreditam que os cuidados com a casa e a família atrapalham mais as mulheres do que os homens que buscam empreender.

Agenda do dia

Para discutir a importância da presença feminina em espaços de liderança e o poder de transformação social do empreendedorismo feminino no país, a RME realiza uma série de painéis no 10º Fórum Rede Mulher Empreendedora (RME). A programação reúne nomes como o da investidora Camila Farani; Chieko Aoki, fundadora da rede Blue Tree Hotels; Sofia Estevez, Presidente do Conselho Grupo Cia de Talentos; Luiza Brunet, atriz e Leila Velez, empreendedora Endeavor, consultora, palestrante e jovem líder global do Fórum Econômico Mundial.

Desta vez, o evento também promove o 2º Prêmio Fórum RME, que vai distribuir 10.000 reais entre as empreendedoras com os melhores mais inovadores pitches sobre seus negócios. Veja como acompanhar aqui.

Tags: #Empreendedoras#Empreendedorismo Negro#Feminismo
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