*Da redação
O mês de maio registrou variação positiva na geração de empregos com carteira assinada no país. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no período foram criadas 32.140 vagas.
Mas a maior parte das contratações ocorreu em setores que empregam mão-de-obra intensiva, como agropecuária e o plantio de café e laranja, os maiores empregadores no período. São portanto, no caso do plantio, vagas sazonais para atender o período de colheita.
Só o cultivo do café e da laranja, segundo o Caged, respondeu pela contratação de cerca de 33 mil trabalhadores.
Também aparecem com destaque atividades de apoio à agricultura e a criação de bonivos.
CONSTRUÇÃO CIVIL E SERVIÇOS
Na construção civil, foram abertos 8.459 empregos, principalmente em obras de construção de rodovias e ferrovias, projetos para geração e distribuição de energia elétrica e instalações elétricas. Em seguida, aparece o setor de serviços, com saldo positivo de 2.533 novas vagas, destaque para serviços médicos e odontológicos, ensino, comercialização e administração de imóveis e instituições de crédito e seguros.
Administração pública (1.004) e extração mineral (627) também registraram resultado positivo.
DEMISSÕES NA INDÚSTRIA E NO COMÉRCIO
No comércio, tanto varejista quanto atacadista, porém, houve mais demissões do que contratações, com o fechamento de 11.305 postos de trabalho.
Em seguida, aparece a indústria de transformação, que fechou 6.136 empregos.
Segundo Stivali, o resultado no comércio explica -se pelo fechamento de duas grandes empresas de terceirização em São Paulo, que demitiram um grande número de empregados.
O salário médio de admissão no mês de maio foi de R$ 1.586,17, e o salário médio de quem foi demitido, de R$ 1.745,34 no mesmo período.
“Esse resultado se explica também, como nos outros anos, pelo bom desempenho de café e laranja. São empregos que têm importância sazonal no mês, especialmente em Minas Gerais e em São Paulo”, explica o subsecretário de Políticas Públicas e Relações de Trabalho do Ministério da Economia, Matheus Stivali.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil tem 13,3 milhões de desempregados, a maior taxa registrada nos últimos anos.
O que os dados do Caged demonstram, que os empregos que as poucas oportunidades que surgem no mercado de trabalho são em setores que empregam mão-de-obra menos qualificada, em ambientes precários e ainda assim por períodos curtos.
Com retração na indústria e expectativa de crescimento do PIB abaixo de 1%, o Brasil deverá contabilizar 2019 como um ano perdido.








