Desde o início da guerra no Oriente Médio, os lucros de distribuidoras e postos de combustíveis sobre o diesel S-500 tiveram aumento de mais de 70%, enquanto a margem sobre a gasolina subiu cerca de 30%.
Os dados são do Ibeps – Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais, com base em informações do Ministério de Minas e Energia.
A margem indica o valor que sobra para revendedores e distribuidoras por litro, após deduzidos impostos e outros custos.
No dia 28 de fevereiro, quando começaram os bombardeios envolvendo Estados Unidos e Israel, a margem do diesel S-500 era de R$ 0,95 por litro, chegando a R$ 1,63 em 21 de março.
Já a gasolina passou de R$ 1,15 para R$ 1,52 no mesmo período. O diesel S-10, mais refinado e menos poluente, teve variação pequena, de R$ 0,80 para R$ 0,86.
Segundo Eric Gil Dantas, coordenador do Ibeps, as margens vinham aumentando desde a pandemia devido à instabilidade do mercado internacional.
“A guerra e o receio de desabastecimento criam um cenário propício para que as empresas aumentem suas margens sem que o consumidor saiba a origem desses aumentos”, afirmou.
O especialista explica que medidas tributárias e subsídios do governo federal tiveram efeito limitado sobre o diesel, pois o preço do S-500 acompanha mais de perto o mercado internacional e cerca de 30% desse combustível é importado.
No caso da gasolina, mesmo com custos de transporte mais elevados, o aumento da margem não é justificado, já que o país produz quase toda a gasolina consumida e a margem já desconsidera o custo de aquisição.
A reportagem entrou em contato com a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes, que ainda não respondeu.
A Brasilcom, associação das distribuidoras, afirmou que não se manifesta sobre a formação de preços dos filiados.
*Da Agência Fonte Exclusiva








