O empresário Luciano Hang, proprietário da Havan, criticou nesta quinta-feira (20) a atuação do poder público em decisões envolvendo empresas privadas.
A manifestação ocorreu após a Justiça do Trabalho suspender temporariamente parte das demissões realizadas pelas Casas Bahia durante o processo de reorganização financeira da companhia.
Por meio das redes sociais, Hang questionou a decisão judicial que alcançou aproximadamente 1.900 desligamentos.
Na avaliação do empresário, empresas privadas deveriam ter maior autonomia para reduzir despesas e adotar medidas necessárias quando enfrentam dificuldades econômicas.
Ao comentar a atuação do Estado, Hang publicou a frase: “Empresa privada é aquela em que o governo manda. Empresa pública é aquela em que ninguém manda”.
Empresário cita juros e custos para empresas
Na mesma publicação, o proprietário da Havan relacionou as dificuldades enfrentadas pelas Casas Bahia ao cenário econômico brasileiro.
Entre os fatores mencionados estão os juros elevados, o custo do crédito e o aumento dos gastos públicos. Segundo Hang, essas condições tornam mais difícil a operação das empresas e criam obstáculos adicionais para quem pretende investir ou empreender no país.
Ao concluir a manifestação, o empresário voltou a questionar o ambiente enfrentado pelo setor privado e escreveu: “Depois perguntam por que é tão difícil empreender no Brasil”.
As declarações ocorreram enquanto as Casas Bahia enfrenta um processo de recuperação judicial e implementa medidas destinadas à redução de despesas e à reorganização de suas atividades.
Justiça determina suspensão de parte dos desligamentos
A decisão que motivou a manifestação de Hang foi tomada pela Justiça do Trabalho e determinou, de forma provisória, o restabelecimento dos contratos de trabalhadores demitidos entre 13 e 17 de agosto.
As demissões estavam inseridas no conjunto de medidas adotadas pela empresa durante sua reestruturação financeira.
Além da retomada temporária dos contratos, a decisão estabelece que novas demissões coletivas não poderão ser realizadas sem a participação prévia das entidades sindicais.
O entendimento judicial também determinou que planos de saúde e outros benefícios interrompidos após os desligamentos sejam restabelecidos no prazo de até 48 horas.
A decisão acrescenta um novo capítulo ao processo de reorganização das Casas Bahia e coloca em discussão os limites da atuação empresarial durante uma recuperação judicial, especialmente em medidas que envolvam demissões coletivas e a participação dos sindicatos.
*Da Agência Fonte Exclusiva








