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Jovens são os mais atingidos pelo desemprego

redacao Por redacao
14/09/2017 - 15:24
em Economia
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Reforma trabalhista: O resultado das mudanças da CLT para o mercado de trabalho

O mercado de trabalho após a reforma trabalhista adotada no Brasil | Foto: Reprodução/Internet

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Trabalhadores com idade entre 18 a 24 anos têm mais dificuldades de voltar ao mercado; salários também são menores, diz Ipea

Da redação

A crise econômica atinge com mais intensidade os jovens. É o segmento da sociedade que têm mais dificuldade de conseguir emprego e mais chance de serem demitidos. A conclusão está no resultado da pesquisa divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na seção Mercado de Trabalho do blog da Carta de Conjuntura. Veja infográfico:

MERCADO DE TRABALHO

2017 – De abril a junho, 25% dos desempregados com idade entre 18 e 24 conseguiram novo emprego.

2012 – Início da série histórica. Entre abril e junho, o índice de recolocação dos jovens foi de 37%.

BASE DE DADOS

As análises são feitas com base nos microdados extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Os pesquisadores destacam que entre os que perderam o emprego, o segmento dos mais jovens forma o grupo com maior perda percentual de ocupação.

De 2012 a 2017, os trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos que estavam ocupados e foram dispensados, passou de 5,2% para 7,2%.

“Os dados salariais revelam que, além de receber as menores remunerações, o grupo dos trabalhadores mais jovens apresenta queda de salário [de 0,5% na comparação com o mesmo período de 2016]. Na outra ponta, os empregados com mais de 60 anos elevaram em 14% seus ganhos salariais, na mesma base de comparação”, diz o documento.

De abril a junho deste ano, enquanto os empregados com mais de 60 anos receberam, em média, R$ 2.881, aqueles com idade entre 18 e 24 anos obtiveram remuneração média de R$ 1.122.

Segundo o Ipea, no segundo trimestre, o país tinha aproximadamente 13,5 milhões de desocupados, entre os quais 65% com idade inferior a 40 anos.

SETOR FORMAL

Embora o setor formal ainda apresente um cenário ruim, os dados mais recentes da Pnadc mensal sinalizam melhora no mercado de trabalho brasileiro.

TAXA DE DESEMPREGO

Maio a julho de 2017 –  12,8%, apresentando a quarta queda consecutiva.

Segundo trimestre  –  31,7% dos trabalhadores que estavam desocupados no trimestre anterior conseguiram voltar ao mercado de trabalho

Expansão de quase 3 pontos percentuais quando comparada ao observado no mesmo trimestre de 2016.

Desemprego –  Recuo de 3,6% no segundo trimestre do ano passado para 3,4% no mesmo período de 2017.

INFORMALIDADE ALIVIOU A QUEDA

“A melhora do mercado de trabalho no segundo trimestre de 2017 foi decorrente de um maior dinamismo do mercado informal, que, sozinho, respondeu por 1 milhão de um total de 1,3 milhão de trabalhadores incorporados à população ocupada. De fato, dentre os trabalhadores que estavam desempregados e conseguiram nova ocupação, 43% foram incorporados pelo mercado informal, 28% obtiveram uma vaga formal, 28% se tornaram conta própria e 1% viraram empregadores”, diz o estudo do Ipea.

Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que, se por um lado, o mercado de trabalho formal vem perdendo o dinamismo ao longo dos últimos trimestres, no que se refere à criação de vagas, por outro, ele vem reduzindo o ritmo de demissões e expandindo seus rendimentos a taxas superiores às dos demais.

DADOS DE 2016

De abril a junho passado, de todos os trabalhadores que foram demitidos, 32% estavam empregados no mercado formal, percentual este que é 10 pontos percentuais menor que o observado há dois anos.

A alta de 3,6% dos salários pagos pelo setor privado com carteira assinada é maior que a dos informais, que teve queda de 2,9%, e a dos trabalhadores por conta própria, que recuou 1,2%.

No caso do setor informal, observa-se uma estabilidade ao longo do tempo – 38% desses trabalhadores perdem o emprego a cada trimestre –, sinalizando que o setor informal recebeu o maior número de desempregados.

“Em termos agregados, o mercado formal continua sendo o principal empregador do país, com um contingente ocupado de 44 milhões de trabalhadores, o que corresponde a 49% de toda a ocupação. Em relação às demais categorias, observa-se que ao longo dos últimos anos, vem crescendo o número de trabalhadores por conta própria”, enquanto o contingente de empregados no mercado formal mantém-se estável.

EXPECTATIVAS

Segundo a publicação, a expectativa para os próximos meses é de que a taxa de desemprego continue diminuindo lentamente, com a retomada gradual do crescimento da economia.

Quanto aos salários, os pesquisadores afirmam que as perspectivas são de continuidade de aumento dos rendimentos, principalmente em um cenário de inflação baixa.

*Agência VIU! com EBC

Tags: DesempregoIpeaJovens
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