O governo federal anunciou uma série de medidas para conter a alta do diesel e minimizar impactos no bolso dos consumidores. Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o objetivo é garantir o abastecimento e evitar efeitos em cadeia na economia, como o aumento do transporte e dos preços de alimentos.
Entre as ações adotadas estão a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e a criação de uma subvenção de R$ 0,32 por litro.
De acordo com o governo, o conjunto das medidas pode reduzir até R$ 0,64 o valor do combustível nas bombas.
O vice-presidente explicou que a alta internacional do petróleo, intensificada pelos conflitos no Oriente Médio, impacta diretamente o preço do diesel no país, que ainda depende da importação de aproximadamente 25% do combustível consumido.
Alckmin destacou ainda a limitação da capacidade de refino interna como fator que exige a importação.
Durante visita a uma concessionária da Scania, Alckmin classificou a estratégia do governo como “inteligente” e criticou medidas adotadas em 2022 pela gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que restringiu o ICMS sobre combustíveis sem garantir compensação financeira aos estados.
Estímulo à indústria
O vice-presidente também ressaltou ações para estimular a indústria e modernizar a frota nacional, incluindo o programa Move Brasil, que conta com R$ 10 bilhões em recursos e mecanismos de depreciação acelerada para investimentos em veículos pesados.
Alckmin afirmou que, em dois meses, R$ 6,2 bilhões já foram utilizados, com redução da taxa média de juros de 23% para 13%.
A iniciativa busca incentivar caminhoneiros autônomos a adquirir veículos novos ou seminovos, além de estimular a produção de carros sustentáveis, com isenção do IPI para veículos fabricados no Brasil, tecnologia flex, ao menos 80% de reciclabilidade e emissão máxima de 83 gramas de CO₂ por quilômetro rodado.
Segundo Alckmin, a modernização da frota contribui para reduzir impactos ambientais e aumentar a segurança no trânsito, prevenindo acidentes e salvando vidas nas estradas.
*Da Agência Fonte Exclusiva








