Encerramento das atividades do Habib´s é apenas um traço da crise que devasta a cidade do Norte Fluminense;
Da redação
Em 12 meses, entre janeiro de 2016 e o início deste ano, a cidade de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, tinha 18.494 empresas privadas ativas.
Naquele período, 494 estabelecimentos fecharam as portas.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e refletem o início de uma crise financeira acentuada nos últimos seis meses.
O levantamento mais atualizado, referente a janeiro de dezembro deste ano, será consolidado até janeiro de 2018. É possível que os números sejam ainda mais devastadores, mesmo diante da possibilidade do país iniciar uma retomada a partir do segundo semestre deste ano.
As imagens mais expressivas do agravamento da crise é o crescimento descontrolado no índice de miséria, queda na arrecadação de tributos, cortes de programas sociais, desemprego e aumento da violência.
Os fatos mais recentes que decorrem desta estagnação econômica é o fechamento do Habib´s, no bairro Pelinca. O número de comerciários demitidos não foi revelado.
Outro sintoma aparente é o atraso da Prefeitura de Campos no pagamento de contratos. Nesta sexta-feira (1º), no mesmo dia que o Habib´s fechava as portas, os garis da Vital Engenharia – empresa que cuida do lixo na cidade -, entravam em greve. Estão sem receber salários e vale alimentação.
De sete meses trabalhado, a empresa só recebeu três meses da Prefeitura. Para próxima segunda-feira (4), servidores da saúde e Educação do Município também anunciaram greve.
Campos dos Goytacazes está sucumbindo por falta de competitividade, inércia administrativa e alta dependência ao petrorrentismo.
Com a queda nos repasses dos royalties do petróleo, o município perdeu sua principal fonte de arrecadação e os dirigentes relutam em abrir mão de uma parcela desta receita em troca de empregos. A consequência direta e a falta de fluxo de renda, o que gera anemia financeira.
*Agência VIU!








