O mercado financeiro brasileiro teve um dia positivo nesta terça-feira (5), marcado pela forte queda do dólar e avanço da bolsa de valores. A combinação de fatores externos e internos favoreceu ativos de maior risco, beneficiando países emergentes como o Brasil.
O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 4,912, registrando queda de 1,12%. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana manteve trajetória de baixa, chegando a atingir R$ 4,90 na mínima do dia. Esse é o menor patamar desde janeiro de 2024.
No acumulado de 2026, a divisa já apresenta desvalorização superior a 10% frente ao real, refletindo principalmente o fluxo de capital estrangeiro para mercados considerados mais atrativos no atual cenário global.
Cenário Internacional Influencia
A queda do dólar ocorre em meio a um ambiente externo mais favorável ao risco. Investidores têm direcionado recursos para economias emergentes, mesmo diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
A manutenção de um cessar-fogo parcial entre Estados Unidos e Irã contribuiu para reduzir a aversão ao risco, trazendo mais estabilidade momentânea aos mercados internacionais e favorecendo moedas como o real.
No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou a preocupação com a inflação global, sinalizando a possibilidade de juros elevados por mais tempo. Esse cenário tende a atrair capital estrangeiro, o que pressiona o dólar para baixo.
Bolsa segue em alta
O mercado de ações também registrou desempenho positivo. O índice Ibovespa, principal indicador da B3, avançou 0,62%, encerrando o dia aos 186.753 pontos.
O desempenho foi impulsionado tanto pelo cenário externo quanto por fatores domésticos, como a condução da política monetária.
A taxa básica de juros, a Selic, foi recentemente ajustada para 14,50% ao ano, o que continua influenciando o comportamento dos investidores.
Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 também fechou em alta, com avanço de 0,81%, acompanhando o movimento global positivo.
Petróleo em queda
No mercado de commodities, os preços do petróleo recuaram, refletindo sinais de estabilidade no cenário geopolítico. O barril do tipo Brent caiu 3,99%, sendo negociado a US$ 109,87.
Já o petróleo WTI teve queda de 3,90%, cotado a US$ 102,27 por barril.
Apesar da retração, os preços seguem elevados, sustentados pelas incertezas no Oriente Médio, especialmente em torno do Estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas de transporte global da commodity.
O cenário segue sendo monitorado de perto pelos investidores, que avaliam tanto os desdobramentos geopolíticos quanto as decisões de política econômica nas principais economias do mundo.
*Da Agência Fonte Exclusiva








