A Petrobras definirá o destino da refinaria do Comperj em setembro, quando a estatal terá um estudo técnico definindo os valores necessários para construção do empreendimento que poderá ficar por conta da empresa chinesa CNPC.
A informação foi divulgada pela diretora de Refino e Gás Natural da estatal brasileira, Anelise Lara, em coletiva de imprensa, na sede da empresa, na sexta-feira (2).
A decisão terá um forte impacto sobre a economia do Rio de Janeiro, um dos estados mais endividados da Federação e que anseia por investimentos.
“Teremos uma avaliação técnica feita por uma empresa de construção de grandes obras e a avaliação da CNPC para a gente saber se leva o Comperj a frente ou não”, disse a executiva.
A paralisação nas obras da refinaria está representando um prejuízo milionário para a Petrobras. Nesta sexta-feira (2), ficou decidido que a estatal assinaria um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público no valor de R$ 815 milhões.
Os recursos serão destinados aos municípios de São Gonçalo e Itaboraí à título de ressarcimento em decorrência dos prejuízos causados com a paralisação das obras.
O Ministério Público Estadual também está promovendo mais cinco Ações Civis Pública por conta dos impactos ambientais provocados pelas obras. O valor total dos TACs poderá chegar a R$ bilhão, no momento em que a estatal realizou uma baixa contábil no valor de quase R$ 1 bilhão no segundo trimestre devido aos processos.
A decisão sobre o Comperj também no cenário em que a Petrobras decidiu vender oito de suas 13 refinarias.








