*Da redação
Está difícil encontrar trabalho no Brasil. Com a economia caminhando para uma recessão depois de enfrentar uma crise devastadora, trabalhadores especializados já estão aceitando qualquer colocação no mercado, inclusive com salários mais baixos. É o que revela reportagem da Folha de São Paulo.
Segundo pesquisa do IBGE, a taxa de desemprego no país é de 12,3%. A taxa é maior do que a registrada em qualquer momento durante a recessão que atingiu o país entre 2015 e 2016.
Os tempos são difíceis e tendem a piorar, porque a atividade econômica do país continua regredindo. De um crescimento letárgico do Produto Interno Bruto entre 2017 e 2018 (quando a economia cresceu apenas 1,1%), o mercado agora prevê um PIB abaixo de 1% (0,93%) para 2019.
“Com pouca ajuda formal disponível, muitos desempregados dependem do apoio da família ou aceitam empregos informais, apesar disto significar ganhar menos e abrir mão de benefícios, como seguro de saúde e INSS”, diz a reportagem da Folha.
O desemprego crônico é uma realidade crescente. Segundo pesquisa recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número de pessoas sem trabalho há mais de dois anos chegou a 3,3 milhões de pessoas nos últimos dois anos, um aumento de 42,4% em quatro anos.








