O setor agropecuário brasileiro ganhou novos espaços no comércio internacional após a conclusão de negociações sanitárias e comerciais com o Canadá e o Chile.
As autorizações envolvem produtos de origem animal e reforçam a estratégia do Brasil de ampliar mercados e fortalecer a competitividade do agro nacional no exterior.
Entre os avanços anunciados está a liberação, pelo governo canadense, da entrada de pâncreas suíno brasileiro voltado à produção farmacêutica. O produto deverá atender indústrias especializadas e abrir novas possibilidades para o aproveitamento da cadeia da suinocultura brasileira, agregando valor à produção nacional.
As relações comerciais entre Brasil e Canadá vêm registrando crescimento nos últimos anos. Produtos como açúcar, etanol, café e carnes continuam entre os principais itens enviados ao mercado canadense, movimentando bilhões de dólares em exportações.
Já no mercado chileno, o Brasil recebeu autorização para comercializar embriões ovinos e caprinos. O acordo fortalece o setor de genética animal e pode ampliar o intercâmbio comercial ligado à pecuária especializada entre os dois países.
O Chile é considerado um dos parceiros estratégicos do agronegócio brasileiro na América do Sul. Carnes, soja e produtos florestais lideram a pauta de exportações brasileiras destinadas ao país.
Com os novos entendimentos firmados, o Brasil chega à marca de 612 mercados abertos para produtos agropecuários desde 2023. O número é visto pelo setor como reflexo do avanço das negociações diplomáticas e sanitárias conduzidas pelo governo federal.
As tratativas foram coordenadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em parceria com o Ministério das Relações Exteriores. Segundo o governo, a meta é ampliar o alcance internacional dos produtos brasileiros e criar novas oportunidades para produtores, cooperativas e empresas exportadoras.
A abertura de novos mercados também é considerada estratégica para reduzir barreiras comerciais, diversificar destinos das exportações e aumentar a presença do agronegócio brasileiro em segmentos de maior valor agregado.
*Da Agência Fonte Exclusiva








