A Caixa Econômica Federal iniciou nesta segunda-feira (25) o pagamento antecipado dos valores desbloqueados do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores que foram demitidos sem justa causa nos últimos anos.
A medida beneficia cerca de 10,5 milhões de brasileiros que aderiram à modalidade do saque-aniversário e tiveram contratos encerrados ou suspensos entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025.
Inicialmente, os depósitos estavam previstos para ocorrer na terça-feira (26), mas o cronograma foi antecipado pelo banco.
Segundo a Caixa, aproximadamente R$ 8,5 bilhões serão liberados aos trabalhadores que possuem saldo disponível em contas do FGTS.
A liberação contempla diferentes situações de desligamento profissional, incluindo demissão sem justa causa, encerramento de contrato temporário, despedida indireta, suspensão de trabalho avulso, além de casos relacionados à falência ou morte do empregador.
Os trabalhadores podem consultar se possuem valores disponíveis diretamente pelo aplicativo oficial do FGTS. As informações estão disponíveis nas áreas “Resumo do Seu FGTS – Extrato Detalhado” e “Informações Úteis”.
Quem já cadastrou uma conta bancária no aplicativo receberá o crédito automaticamente. De acordo com a Caixa, cerca de 88% dos beneficiários possuem conta vinculada para depósito dos valores.
Já os trabalhadores que ainda não registraram dados bancários poderão realizar o saque presencialmente até 1º de junho de 2026. Os valores poderão ser retirados em agências da Caixa, lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais de autoatendimento.
No entanto, quantias superiores a R$ 3 mil deverão ser sacadas exclusivamente nas agências bancárias.
A Caixa também informou que trabalhadores nascidos em junho terão os valores liberados posteriormente, após o calendário regular do saque-aniversário do mês. Os pagamentos para esse grupo estão previstos para começar em 1º de junho de 2026.
Criado em 2019, o saque-aniversário permite ao trabalhador retirar uma parte do saldo do FGTS anualmente no mês de nascimento.
Em contrapartida, quem escolhe essa modalidade perde o direito de sacar integralmente o fundo em caso de demissão sem justa causa, mantendo acesso apenas à multa rescisória de 40%.
A modalidade também passou a ser utilizada como garantia em operações de crédito e empréstimos bancários, o que levou parte dos valores a permanecer bloqueada em contratos de antecipação do benefício.
Segundo o governo federal, uma medida provisória autorizou agora a liberação dos recursos remanescentes, após discussões sobre os limites de retenção necessários para garantir os contratos financeiros vinculados ao FGTS.
Os valores liberados já incluem atualização monetária e os rendimentos mensais aplicados sobre o saldo das contas do fundo.
*Da Agência Fonte Exclusiva








