Com o título de Um João Cabral da peste: breve abordagem da zombaria de “Antíode”, o poeta, crítico, tradutor e Professor de Estudos Literários do Curso de Letras da Ufes, Graduação, Mestrado e Doutorado, o Prof. Dr. Lino Machado contribui de forma bastante singular e crítico-literária com sua leitura neste artigo.
Para o autor, “Em João Cabral, a “flor”, ainda como imagem da poesia, tem, portanto, duas facetas, como vimos acima: uma negativa, alvo de sarcasmo, e outra positiva, digna de elogio.
A flor que é FEZES, no primeiro caso; a flor que, no segundo, decorre da consciência da LINGUAGEM, das suas “maquinações” levando em conta utensílios, coisas (“Flor é a PALAVRA / FLOR”; “explosão / posta a funcionar, / como uma MÁQUINA, / uma jarra de flores”).
Implicitamente, as duas facetas como que se fundem. Por quê? Precisamente por implicar a linguagem, a atenção a toda e qualquer palavra, a poesia será poética mesmo quando se valha de vocábulos como FEZES, etc.”
Tal visão e outras complementares adjuntas traz uma notável leitura do poema de João Cabral de Melo Neto e é uma contribuição inestimável aos Estudos Literários, artigo apresentado ao leitor na íntegra.








