Aos 35 anos, o paulista Robson Jesus transformou uma meta pessoal em um feito reconhecido internacionalmente. O viajante conseguiu conhecer os 193 países reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) em apenas dois anos e 42 dias, percorrendo cinco continentes e registrando a experiência ao longo do caminho.
A jornada começou em fevereiro de 2022, na Tailândia, e chegou ao fim em abril de 2024, com o retorno de Robson a São Paulo. Ainda em 2024, ele recebeu o certificado do Guinness World Records pelo feito.
Para cumprir o desafio dentro do período planejado, o viajante precisou manter uma rotina intensa. A permanência média foi de aproximadamente três dias em cada país, exigindo deslocamentos frequentes e um planejamento cuidadoso para conectar diferentes regiões do mundo.
A expedição passou por 54 países africanos, 49 europeus, 44 asiáticos, 35 nas Américas e 14 na Oceania.
Desafio levou viajante aos cinco continentes
A dimensão da viagem pode ser percebida pela quantidade de destinos percorridos em pouco mais de dois anos. Robson visitou todos os 193 países integrantes da relação de Estados-membros reconhecidos pela ONU.
O curto período em cada local foi fundamental para que o paulista conseguisse avançar pelo roteiro. Em média, foram apenas três dias por país antes de seguir para o próximo destino.
Mesmo com o ritmo acelerado, a expedição permitiu que Robson entrasse em contato com diferentes culturas, idiomas, costumes e formas de vida.
A passagem pelos cinco continentes transformou a viagem em uma experiência que ultrapassou o objetivo de simplesmente acumular destinos. Cada etapa também foi registrada e compartilhada nas redes sociais.
Representatividade esteve entre as motivações
Além do desafio pessoal, a viagem ganhou outro significado para Robson ao longo do projeto.
O paulista conta que, ao pesquisar sobre turismo e acompanhar conteúdos de outros viajantes, percebeu uma presença reduzida de pessoas negras entre os criadores de conteúdo relacionados a viagens internacionais.
A percepção contribuiu para que ele enxergasse a própria jornada como uma oportunidade de ampliar a representatividade no setor. A intenção passou a ser também inspirar pessoas que se identificassem com sua história e que talvez não se enxergassem naquele universo.
Dessa maneira, a expedição passou a reunir diferentes objetivos: conhecer os países, produzir conteúdo e mostrar que viagens internacionais também podem ser alcançadas por pessoas que ainda encontram pouca representação nesse segmento.
Economia própria ajudou a iniciar a expedição
O projeto começou sendo financiado pelo próprio viajante. Robson utilizou suas economias para dar os primeiros passos na jornada e colocar em prática o plano de visitar os 193 países.
Com o desenvolvimento da viagem e o crescimento da produção de conteúdo nas redes sociais, o trabalho como criador de conteúdo passou a ajudar na manutenção da expedição.
Os registros feitos durante os deslocamentos permitiram que a experiência pessoal ganhasse uma audiência. Robson passou a compartilhar detalhes dos destinos, das culturas conhecidas e dos desafios encontrados durante o percurso.
Assim, a viagem deixou de ser apenas um projeto individual e se tornou também uma produção acompanhada por pessoas interessadas em conhecer diferentes partes do mundo.
Reconhecimento veio após o fim da viagem
Depois de retornar ao Brasil, em abril de 2024, Robson recebeu, ainda naquele ano, o certificado e o reconhecimento do Guinness World Records.
O reconhecimento consolidou uma jornada que havia começado na Tailândia mais de dois anos antes. A conquista também ampliou a visibilidade do paulista nas redes sociais e colocou sua trajetória em destaque entre os viajantes brasileiros.
Mais do que a marca de 193 países, Robson passou a associar o feito à representatividade. A baixa presença de viajantes e criadores negros observada por ele durante pesquisas sobre turismo se tornou um dos elementos que ajudaram a dar um novo significado à experiência.
Ao todo, foram cinco continentes, 193 países e uma média de aproximadamente três dias em cada destino. O resultado foi uma jornada que combinou desafio pessoal, produção de conteúdo, conhecimento cultural e uma mensagem de incentivo à maior diversidade no universo das viagens.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








