Filha de pais nordestinos e moradora do Complexo da Maré, a vereadora Marielle Franco, assassinada há cinco anos, terá sua trajetória contada na ópera-funk “Marielle presente”, da Confraria do Impossível, que estreia hoje no Teatro Firjan SESI Centro.
Com oito atrizes se revezando em todos os papéis, o espetáculo, que mistura fatos e ficção, foi criado a partir de conversas com Mônica Benício, então companheira da vereadora, e Anielle Franco, hoje ministra da Igualdade Racial e autora do livro “Minha irmã e eu” (2022).
— O espetáculo foi feito para humanizar e aproximar as vivências de Marielle do público. É uma história parecida com a de outras mulheres negras, mas que acaba sendo fora do comum por todas as barreiras que ela quebrou — diz o diretor e autor André Lemos, que promete, a cada sessão, contar os dias sem respostas sobre o mandante do assassinato.
O funk, sob a direção musical de Maíra Freitas (filha do sambista Martinho da Vila), é o fio condutor da peça e parte intrínseca à juventude de Marielle. Compositora (ao lado de Caqui Manga) de uma das canções da peça e preparadora vocal do elenco, a atriz Janamô destaca a influência africana na trilha.
— É um espetáculo afrofuturista. E quando chamamos de ópera, as pessoas entendem que o musical tem qualidade. Se é um funk, entendem que não… Mas e quando é uma ópera-funk? Isso amplia a sonoridade da peça — explica a atriz, parte de uma equipe majoritariamente composta por artistas negros e pessoas LGBTQI+.
Firjan SESI Centro. Av. Graça Aranha 1. Qui e sex, às 19h. Sáb e dom, às 18h. R$ 40. 12 anos. Estreia nesta quinta-feira. Até 2 de julho.
Com informações do Jornal O GLOBO.








