Ao procurar um restaurante de luxo, é comum que as primeiras opções que chegam à mente tenham relação com a gastronomia francesa. A associação é justa e coerente, afinal se trata de um tipo de cozinha que se definiu ao longo da história pelas tentativas de agradar e satisfazer reis e rainhas e demais membros da nobreza e do clero.
Em outras palavras, a culinária francesa reúne um conjunto de técnicas, processos e receitas que passaram pelo crivo e aprovação de uma elite que não se contentava com experiências medíocres. Como a França servia de exemplo e inspiração aos demais países, os banquetes e conceitos de etiqueta rapidamente se compartilharam pela Europa e representavam sinal de fartura, riqueza e status.
Vanguardista
Os preparos e as refeições servidas por essa gastronomia podem ser considerados, atualmente, ícones de referência da cozinha clássica. Mas nem sempre foi assim. Durante o período medieval, era das mãos de cozinheiros e cozinheiras da França que surgiam as maiores novidades, bem como as criações mais ousadas.
O primeiro restaurante de luxo, obviamente, surgiu em Paris no ano de 1782. Chamado Grande Taverne de Londres e comandado por Antoine Beauvilliers, o local começou a servir cardápios diferenciados que ditaram a tendência dos futuros restaurantes que tomaram as ruas parisienses.
Na ânsia de formular as mais inusitadas combinações, surgiram pratos icônicos, generosos na manteiga, queijo e carne. Dentre os exemplos possíveis, estão o boeuf bourguignon, o croque-monsieur, a tradicional sopa de cebola e a rica lista de doces como macaron, crème brûlée e tarte tatin.
Técnicas de cozinha
Mais do que pratos completos, outra contribuição valorosa da gastronomia francesa são as técnicas de preparo e cocção. A mais utilizada mundialmente pela maioria dos chefs, sem sombra de dúvidas, é o mise en place. Esse procedimento compreende a organização de ferramentas e ingredientes que serão utilizados durante o preparo.
Outra técnica amplamente difundida é o roux, uma mistura de farinha e gordura usada para espessar caldos e molhos; e a forma de preparo em baixa temperatura no forno, chamada confit. Além dessas, existem outros métodos que se comprovaram eficientes e úteis na rotina gastronômica, sobretudo quando a intenção é agregar requinte e elegância ao prato.
Por mais que seu conteúdo contemple uma maioria especializada como chefs e sous chefs, as receitas e técnicas produzidas e divulgadas através das escolas de culinária francesa podem ser reproduzidas pelo público leigo. Basta dispor dos eletrodomésticos necessários, como forno elétrico, micro-ondas e fogão, e seguir as recomendações e medidas indicadas.








