Grupos de arte urbana de Campos (RJ), Norte Fluminense, iniciaram um movimento de resistência cultural contra a entrega do Parque Alberto Sampaio e o Teatro de Arena Kapi a uma igreja evangélica, cujo pastor foi apoiador de campanha do atual prefeito Wladimir Garotinho (PSD).
De acordo com proposta do Prefeito, o Parque Alberto Sampaio passará a se chamar “Praça da Bíblia” e ficará sob responsabilidade da Igreja Evangélica de Campos (AEC), do pastor Renan Siqueira., suja cunhada é nomeada no atual governo.
O movimento diz que a medida afronta o princípio constitucional de Estado laico e inicia um processo de fundamentalismo religioso na cidade.
“A praça é do povo, como é o céu é do condor”, destacou o músico e compositor Pedro de Salvo, em sua página no Instagram. Ele é um dos organizadores do movimento Resistência Cultural, que já tem um grupo no Whatsapp com centenas de participantes.
Nesta quinta-feira (1º), ele postou um vídeo da educadora, ativista e ex-vice-prefeita de Macaé, Marilena Garcia, apoiando o movimento. Uma das figuras que atuou na linha de frente na luta pelos royalties do petróleo na década de 80, Marilena criticou a mistura entre Estado e religião e destacou que a iniciativa do prefeito de Campos “é uma questão que abala toda a região”.
Educadora e ativista Marilena Garcia apoia resistência de arristas de Campos contra fundentalismo religioso da família Garotinho. Prefeito Wladimir Garotinho quer entregar Praça e Teatro de Arena para igreja evangélica. pic.twitter.com/xIvHGPwu7b
— Roberto Barbosa (@rgbarbosa) July 1, 2021
“Eu respeito muito as religiões, mas acho que tem funções diferentes. Nosso Estado é laico, religião é religião e política é política”, destaca um trecho do vídeo.
O movimento de resistência já tem outros vídeos de pessoas da comunidade regional criticando a iniciativa do prefeito do clã Garotinho, incluindo artistas de Campos e do Rio de Janeiro.
Os artistas também estão organizando a 1ª Rima da Resistência, que deverá reunir grupos de artes urbana, com apresentação de Rap para denunciar a medida fundamentalista que representa mais um passo do garotismo na adesão à extrema direita bolsonarista.
A proposta de Wladimir Garotinho ainda dependerá de aprovação na Câmara de Vereadores.
“Isso não pode prosperar. Primeiro a igreja ganha a praça, depois ganhará o Teatro de Bolso, daqui a pouco será proprietária do Trianon. Quando houver arte haverá resistência”, destaca Pedro.








