O documentário “MC Daleste – Mataram o Pobre Loco”, que estreia nesta sexta-feira (23) no Globoplay, revelará duas novas testemunhas que podem ajudar a esclarecer o assassinato do funkeiro, ocorrido em 6 de julho de 2013. Na segunda (26), a TV Globo exibirá o primeiro dos quatro episódios da série documental.
Daniel Pellegrini, o MC Daleste, tinha 20 anos quando foi baleado enquanto cantava no palco improvisado sobre uma carreta, para 5 mil pessoas, em uma comunidade em Campinas, interior de São Paulo.
Vídeos gravados por fãs mostram o momento em que ele é atingido por dois tiros (veja abaixo). Socorrido pelo irmão e por amigos, ele é levado num carro particular até um hospital de Paulínia, uma cidade vizinha, onde morreu.
Dez anos depois, o crime não foi esclarecido.
A Polícia Civil investigou pessoas suspeitas pelo assassinato, mas como nunca descobriu quem matou Daleste e o motivo do homicídio, nenhuma delas foi responsabilizada ou presa. Entre as hipóteses investigadas, foram apuradas a possibilidade de crime passional, vingança e até inveja. Mas nenhuma foi confirmada.
O processo do caso foi arquivado por duas vezes pela Justiça, em 2016 e 2019, sem apontar um culpado.
A série documental sobre um dos principais nomes do “funk ostentação” foi dirigida pelos jornalistas Guilherme Belarmino e Eliane Scardovelli, que assina o roteiro com Caio Cavechini.
Daleste foi autor de sucessos como “Mina de Vermelho”, que depois apareceu no refrão da cantora Gloria Groove. O funkeiro também compôs e deu voz a “Mais Amor, Menos Recalque”.
O funkeiro teve uma infância pobre, carreira meteórica, com fama e dinheiro, e fim trágico, que são contados de maneira intensa no documentário. Dividido em quatro partes, ele percorre a trajetória do artista e se aprofunda na investigação policial.
“Daleste e eu nascemos no mesmo bairro, o Cangaíba, na Zona Leste de São Paulo. Cobrir o assassinato dele há dez anos me marcou profundamente. Os fãs nunca o esqueceram. Agora, o documentário resgata o que ele fez em vida e revela testemunhas nunca ouvidas pela polícia. Para a família, é uma última esperança de justiça”, diz Guilherme.
“Espero que as pessoas entendam a complexidade desta história. Nós investigamos o caso com profundidade e trazemos agora novas informações. Espero também que o público se envolva com a história pessoal deste garoto visionário e talentoso, que passou fome na infância, fez vaquinhas para conseguir gravar as primeiras músicas na lan house, e de forma independente conseguiu alcançar o sucesso. Infelizmente, foi morto aos 20 anos, no auge da carreira”, fala Eliane.
Após analisar quase mil páginas do inquérito policial, a equipe do documentário, formada também pelo produtor Kleber Tomaz, conseguiu pistas de testemunhas do crime que nunca foram ouvidas antes pela investigação e que podem ajudar a esclarecer o crime.
Com a direção de fotografia de David Faria, Renan Ferreira, o documentário mostra imagens da casa onde Daniel cresceu e da escola onde ele passava o tempo compondo músicas antes de se tornar o fenômeno Daleste.
Explorando o Cangaíba, a série traz depoimentos dos irmãos, amigos e antigos parceiros. Refaz os últimos momentos de vida do funkeiro, e entrevista ainda o delegado e promotor do caso para entender o motivo de ninguém ter sido preso pelo crime.
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Artistas como Gloria Groove, MC Livinho, MC Hariel, entre fãs falam do legado deixado por MC Daleste para o funk dos dias atuais.
Com informações do g1.








