O corpo de Martha Rocha, a primeira vencedora do concurso Miss Brasil, foi sepultado neste domingo (05), no Cemitério Santíssimo Sacramento, em Niterói, cidade da Região Metropolitana do Rio, segundo informa O Rebate.
Ela morreu neste sábado (04), ao 87 anos, de uma insuficiência respiratória seguida de infarto, segundo informações divulgadas pelo filho Álvaro Piano.
Nascida em Salvador, na Bahia, Maria Martha Hacker Rocha foi eleita a primeira Miss Brasil em 1954, aos 19 anos. O concurso foi realizado no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio.
No mesmo ano disputou o concurso Miss Universo, ficando em segundo lugar, atrás da norte-americana Miriam Stevenson. Segundo a lenda, ela perdeu o título mundial “por duas polegadas de quadril”, fato que posteriormente desmentiria.
Foram dois casamentos. O primeiro marido foi o banqueiro português Álvaro Piano, que morreu em desastre aéreo. Nesta primeira união teve dois filhos, um deles batizado com o mesmo nome do pai.
Depois da morte do primeiro marido, de volta ao Brasil, aos 23 anos, casou-se com Ronaldo Xavier de Lima. Neste casamento nasceu a filha Claudia Xavier de Lima, artista plástica.
“A vida dela foi muito sofrida nos últimos anos. Estava acamada há muito tempo e não conseguia andar. Morreu sem muito sofrimento. Já estava cansada, mas rodeada de pessoas que gostavam dela. Nesses últimos meses só nos falávamos por meio de contatos telefônicos. Sinto falta da minha mãe, mas ela descansou”, disse o filho Álvaro Piano, segundo informa o site Agenda do Poder.
A vida financeira atravessou um período de tribulações. Em 1995, ela teria perdido todo o dinheiro para o cunhado, Jorge Piano. Em 2019, ela chegou a postar nas redes sociais:
“Em 1995, com a fuga de Jorge Piano com todo o meu dinheiro, superei meus problemas com suporte de meus dois filhos, duas amigas e o meu trabalho honrado, vendendo quadros pintados por mim, e ganhando cachê para divulgar o concurso Miss Brasil”.
Na ocasião, também pelas redes sociais, ela afirmou que por questões financeiras estava vivendo em um lar para idosos, em Volta Redonda, no Sul Fluminense.
“Fica na memória uma pessoa que, apesar de toda a fama, era super simples, brincalhona, moleca. Adorava natureza, planta e os animais, amiga de todos. Viveu 12 anos em Volta Redonda, perto do meu irmão. Saiu de lá porque a saúde dela começou a se deteriorar. Trouxe ela para Niterói há 6 anos”, destacou Álvaro, segundo reportagem do G1.








